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17 May 2013 11h07

Antigo presidente do Caja Madrid foi detido

As autoridades espanholas ordenaram a prisão preventiva de Miguel Blesa (na foto), ex-presidente da Caja Madrid, por irregularidades na compra do City National Bank of Florida, em Abril de 2008, e pela concessão de um empréstimo no valor de 26,6 milhões de euros ao grupo Marsans, que faliu há três anos.
 
Blesa, que dirigiu o banco entre 1996 e 2009, foi notificado de urgência para ser ouvido esta quinta-feira, na qualidade de arguido, no âmbito do processo judicial de aquisição do City National Bank of Florida. O juiz encarregue do caso ordenou a sua detenção, impondo uma fiança de 2,5 milhões de euros, bem como a retenção do seu passaporte, por considerar que o Blesa poderia fugir de Espanha.
 
Com a crise do sector bancário espanhol, o Caja Madrid fundiu-se com outros seis bancos em Junho de 2011, da qual resultou o Bankia, que foi resgatado no último ano pelo Estado espanhol, com a injecção de 19 mil milhões de euros.
 
Primeiramente, o Caja Madrid adquiriu 83% do banco norte-americano por 927 milhões de dólares (719,6 milhões de euros, ao câmbio actual). Mais tarde, aumentou a participação para 100%, desembolsando mais 190 milhões de dólares.
 
Na altura, o Banco de Espanha, que não se opôs à compra, quantificou o valor real da entidade bancária norte-americana em menos de metade do que foi pago pelo Caja Madrid, refere o “El País”. No auto de citação de Miguel Blesa constava a indicação do Banco de Espanha de que o preço pago pelo Caja Madrid tinha excedido os montantes oferecidos pelo Banco Popular e pelo Sabadell na adquição de bancos em Miami.
 
Para além da aquisição do City National Bank of Florida, o antigo presidente do Caja Madrid é também acusado de irregularidades na concessão de um empréstimo de 26,6 milhões de euros ao grupo Marsans, empresa do sector turístico já falida. O presidente da Marsans, Gerardo Díaz Ferrán, também está detido. Uma auditoria levada a cabo pela KPMG concluiu que o crédito concedido pelo Caja Madrid ao grupo Marsans não cumpriu todos os requisitos legais que permitiam a operação.