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23 April 2013 22h29

Apple apresenta primeira queda de lucro em dez anos mas supera previsões

A Apple apresentou, entre Janeiro e Março, a primeira quebra trimestral do lucro desde 2003. Essa descida já era esperada mas, ainda assim, o resultado líquido ficou acima do esperado.
 
A tecnológica presidida por Tim Cook apresentou um resultado líquido de 9,5 mil milhões de dólares (7,3 mil milhões de euros) no seu segundo trimestre fiscal, ou 10,09 dólares por acção, o que representa uma quebra de 18% face aos 11,6 mil milhões de dólares (8,9 mil milhões de euros), ou 12,30 dólares por acção, registados no período homólogo.
 
As estimativas de resultados por acção da empresa co-fundada por Steve Jobs apontavam, de acordo com as sondagens da agência Bloomberg, para 9,98 dólares, o que significa que o valor da Apple ficou acima do esperado.
 
As receitas do segundo trimestre também superaram o previsto ao crescerem 11% para 43,6 mil milhões de dólares (33,4 mil milhões de euros).
 
Contudo, as novas previsões para o terceiro trimestre são mais baixas do que as estimadas pelos analistas. A Apple prevê receitas entre 33,5 e 35,5 mil milhões de dólares quando a estimativa média dos especialistas que seguem a empresa era de 38,4 mil milhões.
 
“A companhia vendeu 37,4 milhões de iPhones no trimestre, que comparam com os 35,1 milhões no trimestre homólogo”, indica a empresa em comunicado. O abrandamento do crescimento das vendas dos telemóveis inteligentes é um dos responsáveis pela quebra das receitas da tecnológica de Cupertino, segundo a Bloomberg.
 
A Apple vendeu 19,5 milhões de iPad durante os três meses, acima dos 11,8 milhões vendidos no mesmo período do ano anterior. Sobre os computadores, os números são menos positivos. “A empresa vendeu pouco menos de 4 milhões de Macs, comparado com os 4 milhões no mesmo período do ano anterior”.
 
O crescimento mais lento das vendas de iPhone, principal fonte de receita para a Apple, em detrimento de outras tecnológicas como a Samsung, tem levado a empresa a perder terreno em bolsa, sendo que, depois do máximo acima de 700 dólares por acção, caiu abaixo dos 400 dólares na semana passada. Hoje, a empresa ganhou 1,9% para terminar nos 406,13 dólares.
 
Fora do mercado regular, as acções estão a ganhar 4,5%. A subida poderá ser justificada pelo facto de a empresa sob o comando de Cook ter anunciado um pacote de remuneração aos accionistas de 55 mil milhões de dólares (42 mil milhões de euros).