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09 May 2013 12h29

Arménio Carlos: "Ou nós nos unimos, ou eles esmagam-nos"

O coordenador da CGTP-Intersindical considera que a reunião mantida hoje com os responsáveis da UGT “abriu grandes expectativas, mas também trouxe um acréscimo significativo de responsabilidades”.
 
Garantindo que os “trabalhadores podem contar connosco”, pois “faremos tudo ao alcance para que esta unanimidade tenha resultado”, Arménio Carlos ressalvou que “este é um momento muito importante” na história do movimento sindical, pois “abre um espaço de intervenção que importa dinamizar”.
 
Arménio Carlos destacou a necessidade de as duas centrais sindicais se unirem contra a “declaração anti-social proclamada por este governo”.
 
“Ou nós nos unimos, ou eles esmagam-mos”, afirmou Arménio Carlos aos jornalistas, assinalando que os “trabalhadores foram muito mal tratados em 23 meses governação”, pelo que é preciso “preciso levantar a voz e associar” esforços.
 
Depois do líder da UGT ter afirmado que há convergência superior a 90% entre as duas centrais sindicais, Arménio Carlos confirmou eu os dados “apontam para esse sentido”.
A política seguida por este Governo “não tem ponta por onde se pegue” e “só tem uma resposta: rejeição”, pois “não se pode cortar mais”.
 
Arménio Carlos comentou ainda os dados do desemprego revelados esta manhã pelo INE, que apontam para uma subida da taxa para 17,7% no primeiro trimestre, afectado já mais de 950 mil trabalhadores.
 
Um agravamento que para o líder da CGTP traduz a “confirmação da política de desastre que não vai parar”. Para Arménio Carlos “esta política já provou que não tem futuro”, pelo que é “preciso por cobro” às medidas deste governo.