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12 June 2013 12h59

Banca empresta mais dinheiro às famílias e empresas

A banca emprestou um total de 4.541 milhões de euros às empresas e famílias, em Abril, o que corresponde a um aumento de 6%, ou 257 milhões de euros, face a Março. Quando comparado com o período homólogo, o acréscimo é de 5,07%, ou 219 milhões de euros, de acordo com os dados provisórios divulgados esta quarta-feira pelo Banco de Portugal.
 
A contribuir para esta evolução dos novos empréstimos estiveram os financiamentos às famílias e às empresas, ainda que tenham sido estas últimas que mais crédito absorveram.
 
Os bancos emprestaram 3.959 milhões de euros às empresas, em Abril, o que corresponde a um aumento de 5,43%, ou 204 milhões de euros, face a Março. Quando comparado com o período homólogo, o acréscimo é de 5,3%, ou 200 milhões de euros.
 
E neste segmento foram as grandes empresas que contribuíram para a evolução, com os empréstimos superiores a um milhão de euros a aumentarem 10,9%, em termos mensais, e 9,56%, em termos homólogos, para 2.452 milhões de euros. Já as pequenas e médias empresas (PME) viram os novos empréstimos diminuírem 2,4%, face a Março, e quase 1%, quando comparado com Abril de 2012, para um total de 1.507 milhões de euros.
 
As famílias conseguiram 585 milhões de euros em novos financiamentos, mais 53 milhões, ou 10%, do que no mês anterior e mais 19 milhões, ou 3,37%, quando comparado com Abril de 2012.
 
E deste montante total, a maior fatia foi destinada a empréstimos para outros fins, onde se inclui a educação, energia e trabalhadores por conta própria, tendo sido responsáveis por 239 milhões de euros. Já o crédito ao consumo absorveu 178 milhões de euros, enquanto os empréstimos à habitação foram responsáveis por 165 milhões de euros, correspondendo a apenas 28% do total dos financiamentos concedidos às famílias. Na época áurea do crédito, os empréstimos para a aquisição de casa representavam mais de 60% do total dos novos empréstimos às famílias.
 
A banca tem vindo a travar a concessão de crédito por vários factores. A própria banca tem tido dificuldades em aceder ao financiamento, depois da crise financeira e da crise de dívida na Europa, que culminou com um pedido de ajuda externa por parte de Portugal, a fechar as portas do mercado à banca nacional. Além disso, o contexto económico adverso aumenta o risco de quem quer aceder ao crédito, com o desemprego em níveis historicamente elevados.
 
Os novos empréstimos concedidos em Abril estão longe dos montantes que se chegaram a praticar em 2007 e 2008, altura em que as famílias conseguiam financiar-se, por mês, em mais de 2.000 milhões de euros. Já as empresas chegaram a financiar-se em mais de 9.000 milhões de euros.