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17 May 2013 00h17

Banco Mundial: Países em desenvolvimento vão deter metade do capital mundial em 2030

De acordo com o relatório 'Horizontes do Desenvolvimento Global', hoje apresentado, os países emergentes vão ter metade do volume global de capitais daqui a 17 anos, chegando aos 158 biliões de dólares, quando hoje têm cerca de 1/3 do total.
 
O documento explica que o aumento da população, o consequente desenvolvimento económico e a rapidez com que estes países se aproximam dos níveis de vida das nações mais desenvolvidas são as principais razões para esta mudança económica, que coloca a ênfase em países como a China, a Índia ou o Brasil.
 
A quota destes países nos investimentos mundiais está também em rápida aceleração, prevendo o Banco Mundial que este valor triplique até 2030, para representar então três quintos do total, quando em 2000 valia apenas um quinto do volume global de investimentos.
 
Além das previsões, o relatório apresenta também um conjunto de conselhos relativamente às políticas que os governos devem seguir para não perderem o comboio do investimento global. Entre as propostas está a criação de um ambiente favorável ao investimento, nomeadamente criando instituições de apoio aos investidores e a atenção que tem de ser dada à evolução da componente demográfica, na qual se destaca a diferença entre uma Europa envelhecida e uma África jovem.
 
Apesar de reconhecer que o financiamento da construção ou melhoramento das infra-estruturas nos países em desenvolvimento é um desafio, o Banco Mundial recomenda a estes países que apostem na educação, uma vez que existe uma relação directa entre o rendimento e a capacidade de poupar.
 
Este relatório representa "o melhor dos nossos esforços para espreitar o futuro longínquo", explicou o economista-chefe do Banco Mundial, Kaushik Basu.
 
O documento, acrescenta o também vice-presidente do Banco Mundial, agrega uma "quantidade impressionante de informação estatística" para concluir que "em menos de uma geração, o investimento global será dominado pelos países em desenvolvimento, e entre estes, a China e a Índia deverão ser os maiores investidores, representando 38% do total do investimento bruto global". Isto, conclui, "vai mudar o panorama da economia mundial, e este relatório analisa como", conclui o economista.