Go back
23 May 2013 16h49

BCP, BES e JM foram os que mais pressionaram PSI-20 num dia vermelho na Europa

Dezassete das 20 empresas que constituem o principal índice da Bolsa de Lisboa encerraram a sessão desta quinta-feira em baixa. Em Lisboa, a Portugal Telecom foi a única a subir, contando-se apenas outras duas empresas inalteradas. Foi um dia negativo um pouco por todo o mundo.
 
Esta semana tem sido totalmente negativa para o PSI-20. Em quatro sessões, registaram-se quatro descidas. A de hoje foi a mais intensa. O índice de referência perdeu 1,16% para os 5.971,64 pontos. O PSI-20 não encerrava abaixo dos 6.000 pontos desde 23 de Abril, há precisamente um mês.
 
Depois do recorde de Junho de 2008 registado ontem, o índice Stoxx Europe 600 resvalou 2% esta quinta-feira. As descidas dos índices nacionais da Europa foram em torno desta percentagem.
 
Os mercados foram pressionados pelas declarações proferidas na quarta-feira por Ben Bernanke, já que o presidente da Reserva Federal deixou a porta aberta a uma redução do programa de compra de obrigações, que tem como objectivo estimular a economia.
 
As palavras de Bernanke, que foram mais explícitas na fase de perguntas e respostas no Senado do que na sua intervenção inicial, e a divulgação das minutas da última reunião da Reserva Federal norte-americana já tinham penalizado o fecho da sessão de ontem em Wall Street, tendo hoje tido o mesmo efeito os mercados financeiros na sua generalidade. 
 
O movimento europeu deu continuidade às quedas acentuadas que se verificaram nas praças asiáticas. O Nikkei, que tem vindo a fixar máximos anuais nas últimas sessões, fechou a cair 7,32%, na perda mais pronunciada desde o sismo e tsunami de 11 de Março de 2011. 
 
A penalizar o sentimento estão, ainda, os receios em torno da China, onde foi hoje divulgada a primeira contracção em sete meses da produção industrial na segunda maior economia do mundo. Além disso, o sector dos serviços e da indústria na Zona Euro continuou a cair em Maio, ainda que menos do que o previsto.
 
Todos estes dados intensificam as preocupações em torno de um abrandamento da economia global.
 
Banca e retalho são sectores mais penalizados
 
Em Lisboa, o sector financeiro e as empresas do retalho foram as que mais pressionaram a Bolsa de Lisboa.
 
O BCP perdeu 2,83% para os 10,3 cêntimos ao passo que o BES recuou 2,48% para os 0,786 euros. Já o BPI cedeu 1,37% para fechar nos 1,08 euros.
 
A maior descida do PSI-20 foi protagonizada pela Sonae, com uma desvalorização de 3,73% para os 0,748 euros. A concorrente Jerónimo Martins cedeu 1,50% para 16,775 euros.
 
A energia também negociou em baixa. A EDP perdeu 0,73% para transaccionar nos 2,441 euros enquanto a Renováveis fechou nos 4,15 euros com uma queda de 1,66%.
 
Com os preços do petróleo a caírem mais de 1% nos mercados internacionais, a Galp Energia cedeu 0,81% para os 12,23 euros.
 
PT contraria com resultados
Nas telecomunicações, a Sonaecom recuou 2,13% para os 1,654 euros ao passo que a Zon Multimédia terminou o dia nos 3,42 euros com um deslize de 1,04%.
A contrariar o movimento negativo nas telecomunicações e na praça de Lisboa esteve a Portugal Telecom. A operadora liderada por Zeinal Bava ganhou 2,01% para terminar o dia a negociar nos 3,596 euros. A empresa apresentou um lucro de 26,7 milhões de euros nos primeiros três meses do ano, o que representa uma descida de 51,7% face ao período homólogo.
 
O Banif e a Sonae Indústria foram as únicas empresas a encerrar inalteradas, nos 11,2 cêntimos e nos 0,53 euros, respectivamente.
 
(Notícia actualizada às 16h55 com mais informações)