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01 July 2013 18h42

BE: Escolha de Maria Luís Albuquerque "traduz enorme esgotamento do Governo" e continuação da política de austeridade

“A demissão de Vítor Gaspar de ministro das Finanças, o mais forte ministro deste Governo, é uma pesadíssima derrota da política deste Governo”, considera João Semedo, numa declaração aos jornalistas. O líder do BE considera que a saída de Gaspar está associada à “oposição e à luta dos portugueses contra esta política.” Associando a saída à greve dos professores e à greve geral da semana passada.
 
João Semedo garante que “esta luta continuará enquanto houver Governo de Passos Coelho.”
 
O líder do BE diz ainda que a “substituição [de Vítor Gaspar] pela antiga secretária de Estado, ao fim de nove meses – período que segundo a carta, Vítor Gaspar, deu de tempo para que Passos Coelho se preparasse - traduz um enorme esgotamento do Governo”, sublinhando que o ministro foi “substituído por uma subordinada.”
 
Esta substituição indicia que Passos Coelho e o Governo preparam a continuação da política de austeridade, desemprego e recessão”.
 
“Maria Luís Albuquerque é a primeira ministra das Finanças que mesmo antes de o ser já tinha feito o suficiente para ser demitida” do cargo, considera ainda João Semedo.
 
E citando Vítor Gaspar, que considera que à frente das Finanças tem de haver “credibilidade e confiança”, afirmou: “vejam bem de quem Passos Coelho se foi lembrar”, referindo-se assim à polémica em torno dos contratos “swap”.
 
“Hoje o Governo está mais fraco, mais perto do fim, exactamente no primeiro dia dos seus briefings. É o primeiro dia do seu final”, acrescentando que “o Governo está morto, falta apenas marcar o funeral.”
 
João Semedo considera ainda que, “quem lê carta percebe que é de um homem derrotado e de quem deixou de acreditar” na política que estava a implementar.
 
Questionado sobre o facto de Paulo Portas passar a ser o número dois do Executivo, João Semedo disse: “julgo que não demorará muito tempo até que outros ministros, nomeadamente Paulo Portas, a tomar” a decisão de abandonar o Governo.