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10 May 2013 21h20

CEO que trabalham para Buffett fizeram aquisições de valor igual ao da Heinz

No último ano, Warren Buffett foi notícia por adquirir parte da fabricante dos molhos Heinz por 12,1 mil milhões de dólares (9,2 mil milhões de euros). Um montante avultado e que mereceu a atenção dos media e investidores de todo mundo, mas que contrasta com as aplicações de capital feitas por CEO de negócios controlados pela Berkshire Hathaway.
 
Empresas como a GEICO e a gestora de caminhos de ferro Burlington Santa Fe fizeram investimentos num valor combinado de 9,8 mil milhões de dólares, segundo a Bloomberg, mas que passaram praticamente despercebidos. Buffett elogiou os presidentes das empresas que controla, dando-lhes crédito por criarem valor que fica reflectido nas acções da Berkshire Hathaway.
 
Warren Buffett chegou a ser considerado o homem mais rico do mundo pela revista Forbes graças às decisões de investimento que fez ao longo da sua carreira. Seria então de esperar que quisesse ter uma palavra a dizer quando gestores que trabalham para si decidem onde aplicar parte do capital que geram? Só se fizerem aquisições “anormalmente grandes”, diz Buffett. Segundo as suas próprias palavras, não. “Eu e o Charlie [Munger] delegamos quase ao ponto de abdicarmos”, escreveu.
 
Ao permitir que empresas onde detém participações tomem as suas próprias decisões de compra, seja de outras empresas ou de equipamento, está a melhorar o seu próprio desempenho na qualidade de gestor de fundos. Isto, porque com menos capital disponível, pode ser ainda mais selectivo no momento de seleccionar os seus alvos para fusões e aquisições.
 
Quem o diz é o presidente executivo da Lubrizol, James Hambrick, à Bloomberg. “Se eu não investir aquilo que me compete, a única coisa que estou a fazer é agravar os problemas dele.” Isso não quer dizer que Hambrick não seja exigente no momento de decidir os activos que pretende comprar.
 
Por outro lado, os gestores de Buffett tem um bom registo no que diz respeito à aplicação de capitais. Quem analisar as compras da Berkshire “não vai identificar muito desperdício de dinheiro”, afirmou o gestor de fundos da Henry Armstrong Associates, James Armstrong, à agência Bloomberg.