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10 July 2013 11h09

CGTP recusa-se a dar o "benefício da dúvida" ao Governo e pede eleições antecipadas

“Não convocar eleições é descredibilizar a política e as instituições”, afirmou Arménio Carlos no final do encontro com o Chefe de Estado em Belém, acrescentando que “manter este Governo é manter uma situação insustentável”.
 
Depois da crise política gerada pela demissão do ministro do Negócios Estrangeiros, o líder da CGTP entende que os “interesses nacionais têm que se sobrepor aos interesses partidários” e que a “democracia não pode ficar refém dos interesses do PSD e do CDS/PP”. “A democracia precisa de respirar. Para isso, é preciso dar a voz ao povo”, defendeu Arménio Carlos.
 
O secretário-geral da CGTP considera ainda que o Governo de Pedro Passos Coelho está “profundamente descredibilizado” e que não existe margem para dar o benefício da dúvida a este Executivo. “Dar o benefício da dúvida a quem colocou o País numa situação económica e social de calamidade era ser cúmplice dessa política”, afirmou Arménio Carlos, concluindo que “este Governo não merece” continuar em funções.
 
O Presidente da República está nesta altura reunido com os representantes da UGT. Com este encontro o Chefe de Estado conclui uma ronda de audiências com os partidos políticos, os parceiros sociais e o governador do Banco de Portugal sobre a solução governativa apresentada pelo PSD e CDS no passado sábado, 6 de Julho.
 
Cavaco Silva deverá anunciar ainda hoje ao final do dia se aceita, ou não, esta solução. O "Diário de Notícias" avança na sua edição desta quarta-feira que, caso o Presidente da República aceite este acordo, os novos ministros poderão tomar posse já esta quinta-feira a tempo do Debate da Nação agendado para sexta-feira, 12 de Julho.