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10 July 2013 08h04

China dá mais sinais de abrandamento com exportações a recuarem 3,1%

As exportações da China registaram em Junho a maior queda desde 2009, num mês em que as importações também recuaram, sugerindo que a economia do país asiático está a travar o crescimento de forma acentuada, com a crise de crédito a penalizar.
 
As vendas ao exterior desceram 3,1% e as compras de bens e serviços do estrangeiro baixaram 0,7%. Variações que surpreenderam totalmente os economistas. De acordo com a Bloomberg as expectativas apontavam para um crescimento de 3,7% nas exportações e uma subida de 6% nas importações.
 
Estes dados económicos penalizaram a negociação nas bolsas asiáticas, que atenuaram os ganhos que vinham a registar na sessão. O MCSI Asia Pacifico sobe 0,5% e nas bolsas nipónicas o dia foi mesmo de perdas. O Nikkei caiu 0,39% e o Topix desceu 0,14%.
 
De acordo com os economistas, esta travagem da economia chinesa deverá levar o banco central do país a adoptar uma política monetária mais acomodatícia, para impedir que uma escassez de crédito ameace ainda mais a evolução da actividade economia.
 
No mês de Junho a China obteve um excedente comercial de 27,1 mil milhões de dólares, abaixo dos 27,8 mil milhões estimados pelos analistas. As exportações tinham subido 1% em Maio e as importações recuado 0,3%.