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20 May 2013 11h22

EDP paga juro em torno de 4,25% na emissão de dívida do défice tarifário

A Energias de Portugal deverá pagar um juro em redor de 4,25% na emissão de dívida que está a realizar esta segunda-feira no âmbito da titularização de parte do seu défice tarifário, noticia a Bloomberg.
 
A agência de notícias cita uma pessoa com conhecimento da operação e não avança para já mais detalhes sobre A operação, nomeadamente a dimensão da oferta e prazo da dívida a emitir.
 
A EDP tinha já revelado, na semana passada, que iria para centros financeiros como Londres, Paris e Munique onde, assessorada pela StormHarbour, iria atrair investidores para comprarem uma nova parcela da dívida tarifária portuguesa.
 
No início de Maio a eléctrica anunciou a titularização de uma nova parcela de 141 milhões de euros do défice tarifário de 2012, depois de a 26 de Abril ter feito uma transacção semelhante no valor de 150 milhões. Assim, em apenas duas semanas a EDP encaixou 291 milhões na venda a terceiros de dívida tarifária portuguesa.
  
Após as últimas titularização, o montante em dívida à EDP Serviço Universal, relativo aos sobrecustos, é actualmente de cerca de 600 milhões de euros.
 
"Temos o compromisso de vender no mínimo 500 milhões de euros de défice tarifário este ano", declarou recentemente ao Negócios o CEO da EDP, António Mexia.
 
Os últimos dados da EDP mostram que a dívida tarifária do sistema eléctrico nacional somava em Março mais de 4,3 mil milhões de euros, sendo 2,6 mil milhões créditos da EDP e estando 1,8 mil milhões nas mãos de terceiros. O Deutsche Bank, através da sociedade Tagus, é o maior credor financeiro, com mais de 1,3 mil milhões por receber.
 
O défice tarifário resulta da diferença entre as receitas obtidas através das tarifas eléctricas e o custo que as empresas tiveram a produzir e a distribuir a energia. Em resultado de várias decisões políticas tomadas por este e por anteriores governos para evitar aumentos acentuados da factura das famílias e das empresas, no mercado eléctrico grande parte dos custos só são recuperados em tarifas eléctricas de anos posteriores.