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08 July 2013 10h34

Eurogrupo reúne-se para discutir crise nos países da "periferia"

"Temperatura" volta a subir na crise da dívida? | Ministros das Finanças reúnem-se em Bruxelas e irão discutir crises em Portugal, Grécia e Chipre. 
 
 
Os ministros das Finanças da Zona Euro reúnem-se esta segunda-feira em Bruxelas numa altura em que três dos países da chamada "periferia" estão a enfrentar problemas específicos, mas que ameaçam relançar a instabilidade geral na união monetária, que há mais de três anos se debate com os efeitos da crise das dívidas soberanas. Este é um dos principais destaques de uma semana em que o Banco do Japão e a Fed dos EUA estarão também em foco.
A reunião dos 17 ministros do Eurogrupo alarga-se terça-feira aos 28 membros da União Europeia, grupo a que acaba de se juntar a Croácia. Durante os dois dias, os responsáveis poderão fazer comentários em público sobre a situação política em Portugal, bem como a implementação do programa de resgate em Chipre. A Grécia, por seu turno, tem sido criticada por estar a "marcar passo" em algumas das reformas acordadas, situação que levou o comissário europeu Olli Rehn a dizer que a entrega das próximas tranches é "provável, mas não é uma certeza".
Os investidores contam também na terça-feira com a última actualização das projecções económicas globais por parte do Fundo Monetário Internacional (FMI). O "World Economic Outlook" será divulgado pelas 14h30, hora de Lisboa, e os economistas recordam que a 4 de Junho a directora-geral do FMI, Christine Lagarde, afirmou que a economia global pode estar a entrar num "período de maior fraqueza". Em Abril, o FMI cortou a projecção de crescimento global para 3,3%, em 2013.
Na quarta-feira, os investidores estarão concentrados na Reserva Federal, com um discurso do presidente Ben Bernanke em Boston e, ao final da tarde na Europa, a divulgação das minutas da última reunião do Comité de Operações no Mercado Aberto (FOMC, na sigla original). Trata-se das minutas da reunião em que o banco central norte-americano anunciou que poderia "calibrar" os estímulos monetários à economia, em rigor o ritmo das compras mensais de títulos do Tesouro e de crédito hipotecário no mercado.
 
As minutas da última reunião do comité que define a política monetária nos EUA irá ajudar os investidores a conhecer os planos da Reserva Federal quanto à diminuição dos estímulos.
O FMI divulga o último "World Economic Outlook", depois de Lagarde ter indicado que a economia global está a entrar num "período de maior fraqueza".
No penúltimo dia da semana, o Japão poderá voltar à "ribalta", com uma conferência de imprensa do governador do banco central. Os investidores querem conhecer os planos do banco central para atingir o objectivo de uma inflação de 2% num país que há décadas se debate com taxas de inflação baixas ou mesmo negativas.
Esta semana será também marcada pelo início da época de resultados do segundo trimestre nas empresas norte-americanas. Como habitual, a gigante do alumínio Alcoa dá o "tiro de partida" na segunda-feira, no final da sessão em Wall Street. O destaque maior irá, no entanto, para os resultados trimestrais dos bancos JPMorgan Chase e Wells Fargo, ambos a divulgar antes do início da sessão de sexta-feira.