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04 July 2013 09h45

"Evitar novas eleições seria melhor cenário para Portugal", dizem economistas

“Quebrar a coligação antes de começarem a surgir os frutos da dura austeridade sempre pareceu uma irracionalidade. Talvez [os líderes políticos portugueses] se tenham finalmente apercebido disso”, escrevem Holger Schmieding e Christian Schulz, economistas do Berenberg, em nota distribuída aos clientes.
 
Os economistas admitem que “a reacção brusca dos mercados pode ter levado os líderes a repensar” as suas posições e, agora, “talvez a coligação tenha hipóteses de sobreviver”.
 
O Berenberg reforça que “evitar eleições antecipadas seria o melhor resultado” para a crise política, já que “isso iria pesar na confiança empresarial e dos mercados, assim penalizando o investimento de que Portugal necessita para sair da recessão”.
 
Considerando que a situação política em Portugal continua “frágil”, o Berenberg diz-se “optimista de que Portugal irá manter-se no rumo das reformas, com ou sem eleições”.
 
Mas de positivo salienta que “as tensões podem também ter vindo recordar a Troika e Berlim que não devem esticar demasiado a corda nas suas exigências aos países periféricos".