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10 July 2013 09h44

Exportações na China e "rating" de Itália penalizam bolsa nacional

A bolsa nacional voltou a inverter a tendência, desta vez para terreno negativo, numa altura em que também as bolsas europeias negoceiam em queda.
 
O PSI-20 abriu em queda, passou para terreno positivo e regressou às perdas, situando-se agora nos 5.506,71 pontos, com 14 cotadas a perder valor, cinco em alta e uma inalterada.
 
Pouco depois da abertura o Stoxx 600 ainda tocou em máximos desde 10 de Junho, mas as praças europeias também negoceiam agora no vermelho, penalizadas pelo facto de as exportações chinesas terem descido inesperadamente em Junho (-3,1%), confirmando a travagem no crescimento da economia do país.
 
A penalizar ainda o andamento dos índices accionistas está o corte de “rating” a Itália.  A agência de notação financeira Standard & Poor’s decidiu cortar a classificação da dívida de longo prazo de Itália em um nível, para “BBB” mantendo ainda a perspectiva “negativa” para o país.
 
Os investidores vão esta quarta-feira estar atentos à apresentação da proposta da Comissão Europeia (10h30, hora de Lisboa) para a resolução de bancos e também à divulgação das minutas da última reunião da Reserva Federal norte-americana (19h00, hora de lisboa).
 
Em Portugal aguarda-se uma decisão de Cavaco Silva sobre o acordo entre PSD e CDS para a coligação governamental. O Presidente da República, segundo a TSF, deve falar ao País às 20h00 depois de concluir esta quarta-feira as audições com os parceiros sociais.
 
O sector financeiro é o que mais penaliza a bolsa portuguesa, com o Banco Espírito Santo a ceder 1,59% para 0,62 euros. A Mergermarket noticiou que o BES estará fora da processo de compra do Banca della Svizzera Italiana (BSI), depois da seguradora italiana Generali ter considerado “muito baixo” o valor da oferta apresentada pelo banco português.  
 
Ainda na banca o BCP segue estável nos 0,092 euros, o Banco BPI cai 2,37% para 0,908 euros e o Banif cede 8,33% para 0,066 euros. Esta terça-feira, as acções do banco liderado por Jorge Tomé desvalorizaram 16,28%, com o banco a ser penalizado pelo aumento de capital de 100 milhões de euros, que arrancou segunda-feira e está a ser realizado junto de investidores do retalho.
 
Também a penalizar a praça portuguesa está a Galp Energia, que desvaloriza 0,21% para 11,625 euros e a Portugal Telecom, que recua 0,98% para 2,83 euros. A Jerónimo Martins cai 0,72% para 15,90 euros.