Go back
02 May 2013 12h16

Factura energética portuguesa ascendeu a 7,1 mil milhões em 2012

A factura energética portuguesa traduziu-se em 2012 num saldo importador de 7,1 mil milhões de euros, num aumento de 4,2% face ao ano anterior, de acordo com os números divulgados pela Direcção-Geral de Energia e Geologia (DGEG). Trata-se, segundo a mesma fonte, do valor mais alto dos últimos quatro anos.
 
A DGEG explica que “para este saldo importador contribuíram, negativamente, o acréscimo das importações de determinados produtos energéticos, face a 2011, quer em termos de quantidades, quer em termos de valor pago em euros (mais 7,7 %), com destaque para a importação de petróleo bruto, energia eléctrica e hulha, associado ao facto de o ano 2012 ter sido hidrologicamente seco”.
 
O pico da factura energética continua a ser o saldo negativo de 8,25 mil milhões de euros registado em 2008. Seguiu-se então em 2009, com a queda dos preços do petróleo, uma descida acentuada do saldo importador para 4,88 mil milhões de euros. A factura viria a aumentar em 2010 para 5,5 mil milhões e em 2011 registaria um disparo de quase 24% para 6,85 mil milhões. Em 2012 subiu mais 4,2%.
 
Segundo a DGEG, em 2012 a importação de petróleo bruto e refinado cresceu 6,3% em valor, para 9,2 mil milhões de euros, embora em quantidade até tenha recuado 1,6% (a importação de refinados caiu 23,4%, compensando o aumento de 6,9% nas aquisições de petróleo bruto), para 14,16 milhões de toneladas. Em dólares o valor dessas importações recuou 2%.
 
Embora menos expressiva na factura energética total, a importação de electricidade em 2012 cresceu quase 75%, para 396 milhões de euros, tendo a quantidade de energia eléctrica comprada a Espanha subido mais de 86%, para 8.297 gigawatts hora (GWh).
 
A importação de hulha, por seu turno, custou ao país 358 milhões de euros, mais 13,5% que em 2011, tendo a quantidade importada aumentado 39%, para 5,1 milhões de toneladas.
 
Já a capacidade refinadora de Portugal ao nível dos produtos petrolíferos traduziu-se em exportações de 4,1 mil milhões de euros, mais 16,4% que no ano anterior, tendo o volume expedido sido reforçado em 12,6%. A exportação de biomassa cifrou-se em 79 milhões de euros (mais 16%), a de electricidade em 21 milhões de euros (menos 75%) e a de hulha em 16 milhões (em linha com 2011).