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27 May 2013 19h10

Governo promete para breve incentivos fiscais na contratação de doutorados

O primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, tinha admitido hoje a atribuição de incentivos fiscais à contratação de doutorados e à investigação nas empresas, defendendo que o investimento no capital humano mais qualificado "merece ser estimulado com um crédito fiscal". 
 
Pedro Passos Coelho falava na sessão de abertura da conferência "Educação, Ciência, Competitividade", no Centro Cultural de Belém, em Lisboa, na qual também esteve presente o ministro da Educação, Nuno Crato, que adiantou que a forma pela qual estes incentivos se podem concretizar está já ser trabalhada.
 
"Vamos ter uma iniciativa legislativa nesse sentido". "Não queria entrar em pormenores, mas é uma intenção do Governo. É algo que estará concluído em breve", declarou Crato.
 
Na sua intervenção na sessão de abertura da conferência, o ministro da Educação recordou que Portugal é um dos países europeus "com a mais baixa taxa de emprego de doutorados nas empresas", referindo, no entanto, que as universidades têm contribuído para a criação de emprego qualificado, por terem estado na base da criação de cerca de 500 empresas "spin off" (empresas criadas a partir de grupos de investigação universitários), que representam hoje cerca de três mil postos de trabalho "altamente qualificados".
 
"Consideramos fundamental que as nossas empresas tirem proveito do potencial do sistema de investigação nacional, maximizando as vantagens competitivas que dele podem tirar", disse Nuno Crato. "É imprescindível que olhem para a ciência que fazemos como um fator determinante para a competitividade no mundo do trabalho, como um poderosíssimo e indispensável factor de riqueza, que encarem o emprego dos jovens altamente qualificados como uma vantagem", defendeu o ministro.
 
O primeiro-ministro, no seu discurso perante a audiência da conferência que hoje decorreu no Centro Cultural de Belém, considerou fundamental prestar "particular atenção" ao "capital humano mais qualificado" do país.
 
"Agora que chegou o momento do investimento para a economia portuguesa no seu todo, temos de olhar com uma atenção particular para o nosso capital humano mais qualificado e enquadrá-lo como um investimento que merece ser estimulado com um crédito fiscal", acrescentou o primeiro-ministro.
 
Em seguida, o chefe do executivo PSD/CDS-PP defendeu que se deve igualmente "ponderar incentivos fiscais, assim como fundos europeus, para o investimento em investigação e desenvolvimento nas empresas que não se limite às actividades próprias".