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03 July 2013 12h48

Jardim defende "estado de emergência" e Governo da responsabilidade do Presidente da República

"A gravíssima situação a que se chegou, justifica que Portugal esteja em estado de emergência até terminar a assistência externa, sem prejuízo das eleições autárquicas marcadas, com um Governo neste período da responsabilidade do Senhor Presidente da República e com a apresentação a referendo dos Portugueses de uma nova e eficiente Constituição democrática", disse Alberto João Jardim à agência Lusa, lendo o conteúdo de um comunicado hoje distribuído pela presidência do executivo madeirense.
 
O documento veicula a "posição do Governo Regional face a mais uma crise política do regime", considerando Jardim que "o presente estado de coisas a que o País chegou, apesar dos sacrifícios dos portugueses, demonstra a inaptidão do actual regime político constitucional".
 
Argumenta também que "eleições gerais, manifestações, greves, serão mais do mesmo, destinam-se a manter o actual regime e continuarão a sobrecarregar os portugueses cada vez mais".
 
Segundo o líder madeirense, "tentar resolver a habitual instabilidade gerada pela classe política de Lisboa, num quadro situacionista e de rotativismo partidocrático gasto, será mergulhar todos os cidadãos de todo o Portugal em dificuldades ainda piores, com perda crescente da independência nacional".
 
Pedro Passos Coelho anunciou hoje que tenciona manter-se como primeiro-ministro, numa declaração ao país, feita na sequência do pedido de demissão de Paulo Portas do cargo de ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros.
 
Na mesma declaração, o primeiro-ministro disse que não aceitou o pedido de demissão de Paulo Portas, pelo que não propôs a exoneração ao Presidente da República do ministro dos Negócios Estrangeiros.
 
Pedro Passos Coelho comunicou a intenção de esclarecer as condições de apoio político ao Governo de coligação com o CDS-PP e o sentido da demissão do ministro Paulo Portas.