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14 May 2013 09h42

Jerónimo Martins perde 5% e já anulou ganhos obtidos depois de apresentar resultados

As acções da Jerónimo Martins continuam a cair em força na sessão de terça-feira, 10 de Maio, e estão a penalizar a evolução do índice de referência. Tal como esperavam os analistas, os investidores estão a reagir negativamente à notícia que dá conta da venda de 5% do capital da empresa por parte da sua segunda maior accionista.
 
Os títulos da dona dos supermercados Pingo Doce seguem a negociar nos 16,925 euros, o que corresponde a uma descida de 5,29% face ao fecho de ontem. As acções já desceram ao valor mais baixo desde 23 de Abril quando caíram perto de 7% para os 16,63 euros.
 
Quer isto dizer que as acções da Jerónimo Martins já anularam os ganhos que a empresa conseguiu depois de ter apresentado os resultados relativos ao primeiro trimestre, período em que registou um crescimento de 10,4% dos lucros para 75 milhões de euros.
 
Com os títulos nos 16,925 euros, a empresa já está 8,9% abaixo do máximo de sempre que registou em bolsa no dia 25 de Abril, quando tocou nos 18,56 euros.
 
A forte desvalorização das acções da retalhista liderada por Pedro Soares dos Santos ocorre na sequência alienação de 5% do seu capital pela Asteck, que mantém agora outros 5% na retalhista nacional, como ficou confirmado na madrugada desta terça-feira.
 
Uma fonte próxima do assunto disse à Bloomberg que a operação seria concretizada a um intervalo entre 16,50 e 17,25 euros – o valor não é informação confirmada - , o que pressupõe um desconto entre 7,67% e 3,47% face ao valor de fecho das acções da Jerónimo na segunda-feira (17,98 euros). Os títulos negoceiam hoje nos 16,925 euros euros, estando portanto ajustadas a este preço que circula nos mercados.
 
Nos primeiros dez minutos de negociação foram trocadas mais de um milhão de acções da Jerónimo Martins. Na primeira hora e meia, o volume ascendeu já a 2,85 milhões de títulos negociados. A média por sessão nos últimos seis meses é de 617 mil acções transaccionadas. O valor desta hora e meia de negociação fica apenas aquém do volume verificado no dia 24 de Abril, o da apresentação de resultados, quando trocaram de mãos mais de 3 milhões de títulos. Apesar de esperarem a queda em bolsa, os especialistas das casas de investimento acreditam que esta pode ser uma boa oportunidade para se ficar exposto à Jerónimo Martins, que continuam a ver como um investimento “atractivo”.
 
Além das notícias em torno da alienação do capital pela Asteck, o HSBC também está a contribuir para a queda das acções da Jerónimo Martins. O banco de investimento cortou hoje a recomendação que atribui aos títulos da empresa gerida por Pedro Soares dos Santos de “overweight” para “neutral”.