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28 June 2013 15h52

Jornal brasileiro volta a dizer que BNDES e Azul querem comprar TAP

A eventual compra da TAP pelo brasileiro David Neeleman e pelo banco brasileiro, da tutela de Dilma Rousseff, continua a fazer notícias. A “Folha de São Paulo” insiste esta sexta-feira na ideia que o empresário, que fundou a companhia aérea Azul, se prepara para adquirir a empresa portuguesa. Neeleman continua a rejeitar a ideia, de acordo com a mesma notícia.
 
“Não é verdade que eu vá comprar a TAP ou a JetBlue”, afirmou Neeleman à publicação brasileira. “Sempre penso sobre coisas que podemos fazer, mas, neste momento, estou focado na Azul”, acrescentou.
 
Não é a primeira vez que o empresário rejeita esta ideia, já noticiada por jornais brasileiros como o “Valor Económico” e a “Folha de São Paulo”. O Negócios já escreveu, contudo, que o interesse deste empresário, com passaporte norte-americano e brasileiro, é real e terá sido já comunicado ao Governo português.
 
Apesar de Neeleman afirmar que não tem interesse na aquisição, o “Folha de São Paulo” avança esta sexta-feira que o dono da companhia aérea Azul e fundador da americana JetBlue criou um fundo de investimento para vir a comprar tanto a TAP como também a JetBlue. O empresário deverá ter uma posição de 5% nesse fundo.
 
Mais uma vez, o estatal BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Económico e Social), sob a tutela de Dilma Rousseff, volta a ser referido. O jornal brasileiro adianta que o banco deverá ter uma participação de 20% no fundo. A 12 de Junho, o superintendente da instituição, Sérgio Foldes Guimarães, disse à agência Lusa que o BNDES tem "disposição geral" para apoiar "alguma empresa brasileira interessada" em comprar a TAP.
 
Segundo a publicação, o objectivo é que, no futuro, as três empresas – TAP, Azul e JetBlue – venham a ser integradas, criando uma empresa brasileira com rotas para a Europa, África e Estados Unidos.
O valor de investimento inicial adiantado pelo “Folha de São Paulo” é de 3,2 mil milhões de dólares, cerca de 2,5 mil milhões de euros. Contudo, o montante deverá duplicar no processo, segundo o jornal.
 
O Governo português já recebeu várias manifestações formais de interesse na privatização da TAP, a maioria vinda de fora da Europa, conforme noticiou o Negócios em Maio.
 
A primeira tentativa para a alienação da companhia aérea nacional fracassou, com o Executivo de Pedro Passos Coelho a rejeitar a única proposta vinculativa, vinda de Germán Efromovich, que estará interessado em voltar a concorrer à compra da TAP.
 
Foi noticiado que a visita de Dilma Rousseff a Portugal, durante este mês, terá tido na agenda de trabalhos a privatização da TAP.