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29 May 2013 09h58

Juros dos países periféricos em alta com receios de corte nos estímulos da Fed

Os juros da dívida pública portuguesa estão em alta na sessão desta quarta-feira, em linha com o comportamento das obrigações dos restantes países periféricos, com os investidores a optarem por activos de menor risco.
 
Também os mercados accionistas estão em terreno negativo, numa sessão marcada pela fuga aos activos de maior risco, devido à especulação dos investidores que a Reserva Federal vai em breve começar a reduzir o seu programa de compra de obrigações soberanas, uma vez que a economia norte-americana está a dar sinais de recuperação.
 
Na terça-feira foi revelado que a confiança dos consumidores norte-americanos cresceu mais que o esperado e que os preços das casas subiram o máximo em dois anos, dados que dão espaço para a Reserva Federal começar a reduzir o programa de estímulos à economia.
 
A “yield” das obrigações soberanas portuguesas a 10 anos sobem 8 pontos base para 5,49%, depois de na véspera terem descido da barreira dos 5,5%. Nas restantes maturidades a tendência é de agravamento dos juros, com a “yield” das obrigações a 5 anos a subir 5 pontos base para 4,18%.
 
Em Espanha, a “yield” das obrigações a 10 anos, de acordo com as taxas genéricas da Bloomberg, sobe 5 pontos base para 4,34%, agravando-se 4 pontos base par 3,16% no prazo a cinco anos. Em Itália a “yield” da dívida a 10 anos sobe 5 pontos base para 4,08%.