Go back
08 May 2013 10h06

Juros sobem ligeiramente na manhã a seguir à emissão de dívida a 10 anos

A taxa implícita da dívida a 10 anos sobe um ponto-base para 5,53% no mercado secundário, ainda abaixo do custo suportado na emissão de obrigações do Tesouro a 10 anos realizada na terça-feira.
 
As taxas nos prazos mais curtos seguem igualmente estáveis, depois de terem sido as mais beneficiadas na sessão de segunda-feira. Isto porque os investidores assumem que a emissão a 10 anos aproxima Portugal da elegibilidade para o programa do BCE, que admite intervir nos prazos mais curtos.
 
No entanto, ao Negócios, porta-voz do BCE disse terça-feira que "o BCE regista a colocação bem-sucedida de obrigações a 10 anos como mais um passo importante para Portugal na reconquista do acesso ao mercado".
 
"A colocação bem-sucedida reflecte o reconhecimento, por parte dos participantes do mercado, do compromisso das autoridades portuguesas na execução das reformas direccionadas para a melhoria da competitividade do País e das perspectivas de crescimento no futuro", acrescenta, sem se comprometer com a qualificação do País para o "Outright Monetary Transactions" (OMT).
 
Ainda assim, os analistas não poupam elogios à emissão de Portugal, apesar do custo relativamente elevado. “Não se deve subestimar a importância da emissão sindicada de dívida a 10 anos por Portugal”, escreve Padhraic Garvey, analista do ING. O especialista destaca que o custo foi mais elevado do que a emissão de Irlanda em Março, mas recorda que a Irlanda tem “rating” de “grau de investimento” em duas das três principais agências.