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22 May 2013 13h00

Laginha de Sousa: "Não há razão para privatizações não passarem pela bolsa"

O presidente da Euronext Lisbon, Luís Laginha de Sousa, considera que as privatizações representam uma das formas de dinamizar o mercado de capitais e “não há razão para estas não passarem, pelo menos parcialmente, pela bolsa”.
 
A discursar no Via Bolsa, uma iniciativa que pretende trazer mais empresas para a bolsa e que está a decorrer esta manhã na Universidade Nova de Lisboa, Luís Laginha de Sousa apelou à tomada de decisões políticas para incentivar a captação de fundos no mercado de capitais.
 
Para o presidente da bolsa, além das privatizações, também questões de carácter fiscal e a abertura do mercado de dívida pública para o retalho são medidas que “podem fazer a diferença e não implicam aumentar o défice”.
 
Em relação ao tema das privatizações, realizadas pelo Governo, o advogado Pedro Rebelo de Sousa, a participar num painel destinado a debater as razões para ir para a bolsa, adiantou que “o que foi feito em pouco ajudou, ou até prejudicou, em dinamizar o mercado de capitais”.
 
No âmbito do programa de entendimento com a Troika, o Executivo de Passos Coelho fez a privatização de empresas como a EDP e a REN, operações realizadas fora de bolsa, através da venda directa a investidores internacionais.