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23 May 2013 12h11

Liga dos Campeões: Sábado sobem ao campo quatro "equipas" alemãs

Este Sábado, o estádio de Wembley vai ser palco de mais um confronto épico, mas desta vez entre duas equipas alemães. O jogo em questão é a final da Liga dos Campeões, entre o Bayern e o Dortmund, que será também um confronto entre as marcas que vestem estas equipas, a Adidas e a Puma.
 
A batalha entre a Adidas e a Puma, e de muitas outras vezes também da Nike, é mais antiga que a própria Liga dos Campeões. O favorito Bayern de Munique equipa-se a rigor com aquela que é a maior marca de equipamento desportivo, a também alemã Adidas. Do outro lado da barricada, o Borussia de Dortmund também recorreu a uma marca alemã, a Puma.
 
Nas últimas 10 finais da competição, a Adidas esteve presente em cinco, sendo que no ano passado teve a oportunidade de equipar vencedores e vencidos, neste último caso o mesmo Bayern de Munique, igualmente favorito, tal como agora. Por outro lado, a Puma não equipa um finalista da competição desde 2004, quando o Futebol Clube do Porto venceu o Mónaco, esta última vestida pela marca do felino.
 
Este regresso ao estrelato da Puma é uma boa notícia para a marca, que tenta reduzir as distâncias para os rivais Adidas e Nike, com um mercado global avaliado em 9,5 mil milhões de euros, essencialmente assente em equipamento desportivo para o desporto rei, segundo dados da Bloomberg. Longe vão os tempos em que a Puma se destacava, como em 2002, com a camisola criada para a selecção dos Camarões, sem mangas, que foi proibida no Mundial desse mesmo ano.
 
A vitória na final “significaria muito mais para a Puma do que para a Adidas”, afirmou Sebastian Frericks, analista do Bankhaus Metzler, e o mesmo se aplica em relação ao clubes que vestem os seus equipamentos. Segundo dados de 2012, a Adidas veste cerca de 16,9% das equipas do mundo, ao passo que a Puma apenas 7,4%. “A Puma não é capaz de investir os mesmos valores que a Adidas e a Nike, por isso têm de escolher as suas equipas com muita atenção”.
 
Ao trabalhar com o Dortmund, a Puma provou ter feito uma boa escolha, aliviando um pouco as antecipadas quedas nos lucros. O Dortmund era o único representante da Puma nas últimas 16 equipas que ficaram na competição, após a fase de grupos. A Nike, que equipava 10 dessas 16, incluindo os agora campeões espanhóis e ingleses, Barcelona e Manchester United, não conseguiu um lugar na final, pelo segundo ano consecutivo.
 
O jogo de Sábado trará uma grande exposição às duas marcas, pois será visto por milhões de pessoas no mundo inteiro, e a vitória aumentará a venda de camisolas, de acordo com o banco de investimento Bryan Garnier & Co. “Se tiveres os produtos certos, vencer a Liga dos Campeões vai sublinhar a credibilidade da tua marca”, sentenciou Joerg Philipp Frey, analista do M.M. Warburg.
 
Ainda assim, caso o Dortmund seja bem sucedido no Sábado, a imagem da Puma como fornecedor de roupa casual não vai mudar, segundo o analista do Commerzbank, Andreas Riemann. “No futebol, provavelmente não vão apanhar a Adidas”.