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20 June 2013 14h48

Menezes: Nova ponte no Tejo dá ao Porto direito de exigir tratamento igual

"A ponte D. Pedro V, prevista no Plano Director Municipal do Porto, custaria 25 milhões de euros. A terceira travessia sobre o Tejo, que vai avançar - basta ser em Lisboa para avançar - vai custar 1,5 mil milhões de euros. Isso pagaria 60 pontes no Porto", alertou Luís Filipe Menezes em Gaia, à margem da inauguração do Centro Interpretativo das Pontes do Douro.
 
Para o também candidato do PSD à Câmara do Porto, "é evidente que, se avançar essa ponte em Lisboa, os contribuintes do Porto têm todo o direito de exigir tratamento igual aos cidadãos e contribuintes da Grande Lisboa".
 
Falando aos jornalistas, Menezes admitiu as "limitações financeiras no país" e lembrou ter apresentado um "planeamento para 20 anos" no que toca às travessias entre as duas margens.
 
Ainda assim, o social-democrata considera existirem "prioridades" e sublinha que "a ponte pedonal é incontornável do ponto de vista do dinamismo e desenvolvimento da movida turística das duas ribeiras".
 
"Do ponto de vista de custos, a ponte pedonal tem o mesmo custo que a obra actual a decorrer no Porto, na rua Mouzinho da Silveira, ou em Gaia, no Centro de Alto Rendimento Olímpico", sublinhou.
 
Na sua perspectiva, em causa estão "orçamentos contidos" enquadrados na "realidade orçamental dos municípios neste momento de dificuldade".
 
"Hoje, a travessia faz-se pela ponte Luiz I, por um tabuleiro desconfortável, perigoso, onde um carrinho de bebé não pode passar, onde são pessoas atropeladas, para além de que é muito excêntrico em relação ao centro das duas ribeiras", observou.