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28 April 2013 15h03

Novo Governo italiano já foi oficialmente empossado

Encarregado de formar Governo na quarta-feira pelo presidente Giorgio Napolitano e após aceitar a função oficialmente no sábado, o cristão democrata de esquerda Enrico Letta tomou posse no palácio presidencial do Quirinal, seguido dos seus 21 ministros.
 
Aos 46anos, Letta será um dos mais jovens primeiros-ministros da União Europeia.
Letta deverá apresentar o seu programa numa sessão parlamentar na segunda-feira e um dia depois o seu governo sujeita-se a um voto de confiança no parlamento.
 
O impasse político complicou os esforços para pôr fim à pior recessão do país em 20 anos e Letta já disse que quer actuar com rapidez para controlar o desemprego, actualmente em 11,6% e impulsionar o crescimento.
 
O dirigente de esquerda quer também afastar-se da austeridade imposta pelo seu antecessor, Mario Monti, de forma a proteger Itália da crise da dívida da Zona Euro, promessa que será acompanhada de perto pelos investidores, preocupados com a dívida italiana, de dois biliões de euros.
 
Com 21 membros, sete dos quais mulheres, o Governo reúne figuras de vários partidos políticos, desde o Partido Democrata, de Letta, ao Povo da Liberdade, do ex-primeiro-ministro Silvio Berlusconi.
 
Berlusconi não faz parte do elenco governamental, mas o seu delfim, Angelino Alfano, ex-ministro da Justiça, é agora vice-primeiro-ministro e ministro do Interior.
 
Fabrizio Saccomanni, director-geral do Banco de Itália desde 2006, é o titular da pasta da Economia e Finanças e Emma Bonino, antiga deputada do Partido Radical e ex-comissária Europeia, foi escolhida para ministra dos Negócios Estrangeiros.
 
Anna Maria Cancellieri, que era ministra do Interior no Governo cessante, liderado por Mario Monti, passa a ocupar a pasta da Justiça.
 
"Era o único Governo possível e a sua formação não podia esperar", afirmou o presidente Giorgio Napolitano, que no início da semana, ao tomar posse para um segundo mandato, fez um discurso duro apelando aos partidos para se entenderem e porem fim ao impasse político que se vivia desde legislativas de Fevereiro, que não deram uma maioria clara a nenhuma força política.
 
Esta coligação entre partidos de esquerda e de direita permitirá ao novo Governo obter a confiança das duas câmaras do Parlamento, como prevê a Constituição, sublinhou.