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02 May 2013 15h27

Passos Coelho: BCE deu sinal importante para correcção da fragmentação dos mercados

"A decisão de reduzir a taxa de juro [para um mínimo histórico de 0,50%] e de reforçar as operações não convencionais de política monetária é também um sinal importante, nomeadamente para a correcção da grande fragmentação que temos vindo a constatar dos mercados financeiros na Europa, e de que Portugal tem sido uma vítima maior", declarou o primeiro-ministro.
 
Pedro Passos Coelho falava tendo ao seu lado o presidente do Conselho Europeu, Herman Van Rompuy, com quem esteve hoje reunido durante 50 minutos, na residência oficial de São Bento, em Lisboa, antes de um almoço conjunto.
              
Segundo o primeiro-ministro português, continua a haver "diferenciais de taxas de juro muito elevados no acesso ao financiamento pelas empresas" entre Estados-membros.
"A evolução dos 'spreads' nos países periféricos, e em particular em Portugal, não reflecte nem a melhoria das condições de financiamento do Estado nem a viabilidade económica das próprias empresas. O que significa, portanto, que, no mecanismo de transmissão da política monetária, algo precisa ainda de ser feito para que a liquidez chegue às empresas e à economia", considerou.
 
O chefe do executivo PSD/CDS-PP disse ter abordado este assunto na reunião com o presidente do Conselho Europeu.
 
Passos Coelho defendeu a importância da união bancária europeia "para reduzir esta fragmentação" e apelou à sua concretização: "No ano passado, em Junho, em Outubro e em dezembro, tomámos decisões muito claras, com um calendário objectivo, no sentido da criação de uma verdadeira união bancária na União Europeia. Devemos, por isso, respeitar os nossos compromissos e implementá-los de uma forma muito decidida".
 
No seu entender, isso "terá repercussões muito práticas na economia real".