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30 April 2013 18h04

Portugueses continuam a poupar na farmácia

Ao contrário do que acontece na moda, nas farmácias a tendência mantém-se, apesar do novo ano. Os portugueses começaram o ano a poupar na factura dos medicamentos comparticipados, tendo gasto, em Janeiro e Fevereiro, 107,8 milhões de euros, menos 16,4% (21 milhões) do que em igual período do ano passado. Já o Serviço Nacional de Saúde (SNS) poupou, no mesmo período, 13,5% (28 milhões) com comparticipações.
 
Esta poupança traduz a quebra continuada dos preços, uma vez que se registou um ligeiro aumento do número de embalagens consumidas (1%), para um total de 23,6 milhões de embalagens.
 
Os dados hoje divulgados pelo Infarmed revelam ainda a poupança do SNS com medicamentos até Março e que foi de 16,3%, o equivalente a uma redução da despesa de 46 milhões de euros, face ao primeiro trimestre de 2012. Ao todo, o Estado gastou, nos três primeiros meses do ano, mais de 271 milhões de euros com comparticipações.
 
O preço médio dos medicamentos vendidos em farmácia fixou-se, no primeiro trimestre, nos 10,18 euros, menos 22% do que em 2007 (13,01 euros). Foram os genéricos que maior contributo deram a esta quebra do preço médio. Os medicamentos não originais baixaram 13,57 euros face a 2007, para 6,80 euros em Março.
 
Os portugueses – os utentes e também os médicos - estão também a aderir cada vez mais ao consumo de genéricos. Tendo em conta todas as vendas de medicamentos em farmácias (comparticipados, não comparticipados e não sujeitos a receita), os genéricos alcançaram uma quota de 27,1% no primeiro trimestre em volume e 18% em valor. Tendo em conta o mercado de medicamentos comparticipados, a quota dispara para os 38,75% em volume e 22,04% em valor.