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28 May 2013 12h47

Portugueses permanecem entre os mais insatisfeitos com a vida

Portugal subiu uma posição, para 28º, na classificação global do novo índice interactivo de bem-estar produzido pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE) liderada pela Austrália, seguida da Suécia, Canadá e Noruega. No outro extremo, figura Turquia, México, Chile e Brasil.
 
O índice é composto por 11 indicadores específicos sobre das condições materiais de existência (habitação, rendimento, emprego) e de qualidade de vida (comunidade, educação, meio ambiente, envolvimento cívico, saúde, satisfação com a vida, segurança e o equilíbrio trabalho-vida).
 
A baixa classificação de Portugal no ranking de bem-estar volta a ser motivada pelas fracas pontuações nos indicadores de envolvimento cívico, comunidade, rendimento,  emprego e, sobretudo, pelo grau de satisfação com a vida, indicador subjectivo aos qual os portugueses dão a mais baixa nota – pior avaliação, tal como na edição passada, só fazem os húngaros.
 
“Em geral, 71% das pessoas em Portugal dizem que têm mais experiências positivas num dia normal (sentem-se descansados, orgulhosos do que fizeram, alegres, entre outros sentimentos) do que negativas (dor, preocupação, tristeza, tédio), o que fica abaixo da média de 80% na OCDE”, refere a OCDE.
 
A versão actualizada dos dados é acompanhada de uma nova ferramenta interactiva que permite mais facilmente a cada um criar o seu próprio índice de bem-estar. Desde o seu lançamento em 2011, mais de 24 000 usuários partilharam as suas preferências com a OCDE,  "O nosso índice de bem-estar vai além dos números frios e duros do PIB e pretende compreender o que realmente importa para as pessoas e saber o que querem e precisam das suas vidas e das suas sociedades", comentou o secretário-geral da OCDE, Angel Gurría.