O secretário-geral do PS, Pedro Nuno Santos, reiterou que é "praticamente impossível" o PS viabilizar um orçamento que seja "uma tradução exclusiva" do Programa de Governo, sem cedências aos socialistas.
Numa última intervenção no debate do Estado da Nação, que decorreu nesta quarta-feira, 17 de julho, no Parlamento, Pedro Nundo Santos afirmou que "o PS não quer impor o seu programa ao Governo, mas também não pode aderir a um orçamento que não reflita as suas preocupações".
No arranque do debate, e com o "elefante" na sala, que é a viabilização do Orçamento do Estado para 2025, o primeiro-ministro pediu lealdade ao Parlamento - depois de ter viabilizado o Programa de Governo (minoritário).
"Nós não governamos, mas também não estamos no Parlamento para [aceitar], de forma acrítica e passiva, tudo o que vem do Governo", disse Pedro Nuno Santos.
O líder socialista apelou a Luís Montenegro para "reconhecer a sua condição minoritária" e, se quiser evitar eleições antecipadas "de forma genuína", ter capacidade para "negociar seriamente e ter disponibilidade para ceder".
"O PS aguarda a iniciativa do governo e as suas sugestões para ultrapassar um eventual impasse orçamental", afirmou. E acrescentou que o PS irá apresentar as suas propostas e avaliar o resultado das negociações.
Pedro Nuno Santos recordou que as propostas do Governo para o IRS e IRC – que, tal como se conhecem (recorde-se que Montenegro abriu a porta para rever o IRC) – "são muito problemáticas para o PS". No entanto, recorde-se, o Executivo pretende apresentar alterações em diploma autónomo do orçamento.
"No fim, se fizermos um avaliação positiva viabilizaremos, se não chumbamos", concluiu.