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15 May 2013 15h37

PSD diz-se totalmente alinhado com preocupação do Presidente com pensionistas

No final de um encontro entre o PSD e o Governo, na residência oficial de São Bento, em Lisboa, em Lisboa, Jorge Moreira da Silva foi questionado sobre a afirmação de Cavaco Silva de que há "limites de dignidade" dos pensionistas "que não podem ser ultrapassados".
 
Interrogado se o PSD entendeu as palavras do chefe de Estado como um aviso ou como um reparo, respondeu: "Eu vejo-as com uma preocupação social, com a qual estamos totalmente alinhados".
 
Jorge Moreira da Silva defendeu que é necessário agir em "três dimensões" na área social: "proteger aqueles que trabalharam e que hoje têm a expectativa de ter pensões condignas, os pensionistas, proteger os desempregados" e "ter políticas de socorro aos mais necessitados e de promoção da igualdade de oportunidades".
 
"E julgo que as palavras do senhor Presidente da República estão totalmente em linha com esta necessidade de preservarmos o equilíbrio social", acrescentou.
 
Antes de lhe ter sido colocada esta pergunta, o dirigente social-democrata considerou que existe "uma certa ideia de criar o medo, o temor" em relação ao tema das pensões.
 
"Nos últimos dias, temos assistido a várias declarações, proclamações sobre o risco que resulta desta reforma do Estado para os pensionistas e a ideia de que vamos penalizar todos os pensionistas e, no fundo, transformar os pensionistas nos principais contribuintes líquidos para esta reforma do Estado", alegou.
 
De acordo com Moreira da Silva, isso "é falso", porque a actuação do Governo PSD/CDS-PP nesta matéria tem tido sempre e continuará a ter "em atenção a protecção das pensões mais baixas".
 
"Portanto, estamos sempre a falar de número muito menor de pessoas do que o medo e o temor que se está a tentar transmitir", disse.
 
Por outro lado, o primeiro vice-presidente e coordenador da Comissão Política Nacional do PSD sustentou que o Estado social "foi posto em causa não por este Governo, mas por aqueles que o endividaram o país de uma forma sustentável".
 
Ainda quanto às pensões, Moreira da Silva advogou que Portugal está perante "uma dupla armadilha demográfica", porque "terá nos próximos anos a terceira taxa de fecundidade feminina mais baixa do mundo, portanto há uma perda de natalidade que tem efeitos significativos na área do emprego, na área social, na área das pensões, e, por outro lado, um aumento da esperança média de vida".
 
Na terça-feira, no Porto, o Presidente da República, Cavaco Silva, disse ter informação de que "de que tudo será feito para não penalizar novamente os pensionistas e reformados", acrescentando: "Este grupo tem sido duramente atingido nos últimos tempos no nosso país e é um grupo que já não tem hipótese de encontrar um novo rumo de vida. E há limites de dignidade que não podem ser ultrapassados".