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23 May 2013 21h04

Sindicato da UGT diz estarem reunidas condições para greve geral na função pública

"Estão reunidas todas as condições para a realização de uma greve geral na função pública nos próximos tempos, tendo em conta o violentíssimo pacote de medidas apresentado pelo Governo", disse José Abraão à agência Lusa, no final de uma reunião do secretariado do SINTAP.
 
De acordo com o sindicalista, a SINTAP (sindicato da UGT) "está completamente disponível" para uma luta convergente com as outras estruturas sindicais do sector, "desde que seja concertada".
 
A coordenadora da Frente Comum de Sindicatos da Administração Pública (CGTP) disse à agência Lusa na segunda-feira que deverá anunciar sábado uma greve para o sector a concretizar em meados de Junho, contra as novas medidas de austeridade que vão penalizar os funcionários públicos.
 
José Abraão reconheceu que tem havido contactos bilaterais com a Frente Comum "para acertar posições", mas que ainda não estão definidas datas.
 
O sindicalista considerou que a greve nesta altura, face "aos novos ataques aos trabalhadores e aos pensionistas da função pública", é um "importante meio para obrigar o governo a negociar com os sindicatos", mas lembrou que também existem outras formas de luta, nomeadamente manifestações, que podem vir a ser desencadeadas.
 
"Está tudo em aberto", disse.
 
A UGT reúne o seu Secretariado Nacional na sexta-feira e a greve da função pública "será obrigatoriamente discutida" no encontro, segundo José Abraão.
 
A vice-presidente do Sindicato dos Quadros Técnicos do Estado (STE), Helena Rodrigues, disse à agência Lusa que o seu sindicato, também da UGT, está em processo de consulta aos seus sócios para saber qual a disponibilidade para uma eventual greve.
 
Fonte da Frente Comum (CGTP), disse à Lusa que esta estrutura sindical ainda não decidiu a data para a greve anunciada para Junho.
 
O Governo teve na terça-feira a segunda reunião negocial com os sindicatos da função pública para discutir as novas regras da mobilidade especial, uma das medidas da reforma do Estado com as quais o executivo pretende cortar na despesa pública.
 
O aumento do horário de trabalho, a convergência mais rápida entre o sistema de pensões público e privado, rescisões contratuais com 30 mil funcionários, a revisão dos suplementos remuneratórios e o aumento das contribuições para a ADSE são outras das medidas que o Governo quer ver concretizadas.