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28 April 2013 22h44

Sócrates: Congresso "foi um grande momento para o PS"

O Congresso “foi bem sucedido para o PS. Foi um bom momento. Primeiro pela unidade”, uma vez que “não há partido que se afirme como alternativa que não passe pela fase da unidade, e essa unidade foi conseguida sem dúvida neste congresso”, afirmou José Sócrates no comentário político semanal na RTP.
 
Sócrates considera que a actual liderança do PS tem “mérito” na “procura dessa unidade”, e salientou que “é mais fácil conseguir” unidade “quando um partido está no poder do que na oposição”, e o que existe actualmente  é “um partido que está na posição que tem unidade e um Governo que tem tudo menos unidade.”
 
O ex-governante destacou ainda o facto do PS ter admitido avançar com alianças e ter realçado que os problemas do País não estão divorciados da questão europeia, enaltecendo uma união da esquerda na Europa.
 
Sócrates acredita que “a Europa vai cair em si e perceber que estas politicas estão a conduzir à desgraça” e estão a “atingir o projecto político”, sublinhando que “o Governo português tem de defender os interesses do país.”
 
Quanto ao facto de António José Seguro ter pedido uma maioria absoluta, Sócrates diz que “a ambição do PS é sempre ter maioria absoluta.”
 
O congresso “foi um grande momento para o PS, de afirmação, vontade” e de transmissão aos portugueses “o desejo e vontade” do PS ao protugueses.
 
É um momento que “representa bem” que “estamos unidos.” “Julgo que o PS está em condições de dizer aos portugueses que está pronto” para ser uma alternativa governativa.
 
Discurso de Cavaco Silva “foi um desastre”
 
José Sócrates considera que as críticas que o Partido Socialista fez ao discurso do 25 de Abril de Cavaco Silva foram “muito justas”, afirmando que “o discurso foi um desastre”.
 
Foi um “desastre para a situação politica actual”, sendo que o Presidente da República “perdeu” a isenção que se exige. “O Presidente da República alienou essa capacidade”. Além disso, “o discurso retirou a credibilidade para agir na actual situação”, retirando-lhe a “independência e isenção” para poder fazer “intervenções que pudessem exercitar o poder moderador e arbitral” que cabe a um Presidente da República.
 
Sócrates criticou ainda o facto de Cavaco Silva ter sugerido que havendo agora eleições ou não, não haveria mudanças substanciais. “O Presidente da República pretendeu antecipar a vontade dos portugueses”, o que “é um erro.”
 
“Comenteu um erro e fez uma intrepertação muito negativa das suas funções”, acrescentou, reiterando que Cavaco Silva “usou um duplo critério”, já que em 2011, quando Sócrates liderava o País, o Presidente da República considerava que “não havia uma crise internacional” e, “agora, em 2013, o Presidente da República acha que pode justificar todos os resultados” da política económica com a crise internacional.
 
Sócrates acusa Cavaco Silva de manipular os dados, de construir juma “verdade histórica” mas com factor distorcidos. “O Presidente da República quis apagar as revisões sucessivas que o Governo”fez do memorando de entendimento da ajuda financeira.
 
Ministro das Finanças já tem “três medalhas”
 
O ex-governante reiterou ainda que o Governo tem de mudar de política, salientando que o Ministros das Finanças já tem “três medalhas: “a maior recessão desde 1975, a maior taxa de desemprego da democracia portuguesa e o maior aumento da dívida pública da história.”
 
Vítor Gaspar “talvez pudesse parar para pensar e, em vez de ser fiel aos manuais, pensasse que está a conduzir o país para um desastre.”
 
Sócrates considera ainda que “este Governo está doente”, não conseguindo tomar decisões, nem gerir uma equipa, salientando a divisão que aparentemente impera no Executivo.