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Saiba como ajudar as vítimas dos incêndios na região Centro

19 jun 2017| 13h18 |Fonte: Jornal de Negócios
O grande incêndio de Pedrógão Grande, que já fez 62 mortos e alastrou esta segunda-feira, 19 de Junho, aos concelhos vizinhos, está a gerar uma onda de solidariedade entre os portugueses. Várias instituições, do sector social à banca, já anunciaram ajudas e também formas de recolher mais fundos para ajudar as vítimas e os bombeiros.
 
O método mais simples para contribuir será pegar no telefone e fazer uma chamada para os números solidários que já foram criados por várias estações televisivas. Todas têm um preço por chamada de 0,60 euros + IVA, com as receitas a reverterem para os afectados pela tragédia. Pode usar a linha da CMTV  (760 202 101), da SIC (760 100 100) ou da RTP (760 200 600).
 
Se preferir fazer uma transferência bancária de outro valor, três bancos já anunciaram a abertura de contas solidárias, onde fizeram doações iniciais de 50 mil euros. Estes são os IBAN que poderá usar para contribuir: PT50 0035 0001 00100000330 42 (Caixa Geral de Depósitos), PT50 0007 0000 00340461950 23 (Novo Banco) e PT50 0033 0000 45507587831 05 (Millenium BCP).
 
Ainda no sector financeiro, duas companhias de seguros emitiram comunicados a deixar garantias acrescidas. A Lusitânia, do grupo Montepio, promete uma "análise célere das situações de sinistro" e a responder de forma "tão breve quanto venha a revelar-se possível às necessidades das famílias cujas apólices se encontrem sob sua gestão". A Liberty vai deslocar uma unidade móvel de apoio para o local, de forma a "ajudar os clientes afectados a retomar a normalidade tão breve quanto possível, identificando os casos no próprio local e acelerando os processos e pagamento de indemnizações".
 
As corporações de bombeiros têm necessidades diferentes - a ministra da Administração Interna até já falou em dificuldades logísticas para acolher todas as ofertas que chegaram à zona de Pedrógão Grande -, pelo que o melhor será contactar directamente a corporação da sua zona de residência. Se estiver pela região de Leiria, já pode comprar nas bilheteiras do Teatro José Lúcio da Silva os ingressos, no valor de 15 euros, para um concerto de solidariedade agendado para 24 de Junho às 21:30, com a participação de David Fonseca.
 
Em Castelo Branco, distrito para onde já alastrou este grande incêndio, as delegações do Banco Alimentar, da AHRESP e a Associação Empresarial da Beira Baixa criaram um centro de recepção de bens, entre as 9h e as 18h, nas instalações desta última entidade. Além de produtos alimentares não perecíveis, na lista de dádivas prioritárias estão vestuário, lençóis, mantas e toalhas, equipamentos e materiais agrícolas, mobiliário, electrodomésticos e materiais de construção diversos.
 
Gasóleo e "boleias"
 
Várias empresas e instituições de peso na sociedade portuguesa resolveram também participar na ajuda às vítimas e aos que ainda combatem as chamas. Com dois postos em Figueiró dos Vinhos e em Oleiros, muito próximos das frentes de incêndio activas, a PRIO decidiu doar quatro mil litros de combustível às corporações que ali abastecem.
 
A Uber também se associou a este movimento e está a disponibilizar desde esta segunda-feira a recolha de bens alimentares e de material médico por parte dos motoristas desta plataforma tecnológica, sem qualquer custo para o utilizador.
 
Um fundo especial com a dotação inicial de 500 mil euros foi a resposta da Fundação Calouste Gulbenkian para apoiar as organizações da sociedade civil da região de Pedrógão Grande. Uma verba de 200 mil euros foi também disponibilizada pela Cáritas portuguesa, cujo responsável, Eugénio da Fonseca, sublinhou que o sector social não se pode substituir aos apoios estatais e salientou que muitas dioceses, por sua iniciativa, estão a disponibilizar verbas própria para ajudar as vítimas.