Notícias Jornal de Negócios

24 set 2022 14h26
O dirigente socialista Augusto Santos Silva considerou que se vive hoje "um daqueles períodos absurdos" em que a direita reclama, ao mesmo tempo, menos receita e mais despesa ao Estado, avisando que os portugueses "não gostam de coisas absurdas".

O também presidente da Assembleia da República falava no lançamento do livro "Meio Século do Poder Local: As Marcas do Partido Socialista", na qualidade de presidente do conselho coordenador do Fórum Mário Soares, que decorreu em Lisboa.

"Quem está no Parlamento vê isso todos os dias: nós temos propostas à nossa esquerda e à nossa direita - é mais absurdo quando vem da direita - para reduzir as receitas do Estado, baixando um imposto aqui, retirando uma receita acolá, e ao mesmo tempo propostas para aumentar a despesa. Ora isso é impossível", considerou.

Apesar de o seu discurso ter sido dirigido ao poder local, com Santos Silva a defender um caminho "seguro, prudente, consolidado" na vertente da descentralização de competências e do seu financiamento, o antigo ministro socialista deixou um aviso mais geral.

"A minha impressão como cidadão e a minha opinião técnica como sociólogo é que, mais uma vez, a direita vai perceber que os portugueses não gostam de coisas absurdas, gostam de lógica, e que sabem muito bem que, quem ao mesmo tempo propõe reduzir receita e aumentar despesa, não merece confiança", afirmou.

Na sua intervenção, Augusto Santos Silva procurou explicar as grandes conclusões do livro, pedido pelo PS mas desenvolvido por uma equipa do ISCTE, no qual identificou apenas quatro partidos com implementação no território a nível autárquico - PS, PSD, PCP e CDS -, mas com vantagem para os socialistas.

"O PS é hoje o grande partido nacional e popular em Portugal e elege deputados em todos os círculos eleitorais como é também o único que lidera câmaras em todos os distritos, convém que não nos esqueçamos disto", apontou.

Por isso, alertou, o PS deve acompanhar "o ritmo frenético da atividade política diária", mas sem nunca esquecer "o retrato real, em quem as pessoas confiam para tratar das populações e dos territórios".

A partir do livro, Santos Silva traçou ainda uma conclusão sobre as governações nacionais à esquerda e à direita e os avanços no poder local.

"Só há uma conclusão analítica possível: é nos períodos de governação nacional do PS que os poderes e os recursos das autarquias locais avançam e é nos períodos de governos liderados pela direita que elas recuam. Nem sempre recuam, mas os períodos em que recuam são de governação da direita", disse.

Também na área da descentralização de competências "com meios financeiros indispensáveis", Santos Silva considerou que estas aconteceram sobretudo devido à ação do PS.

"Na área da descentralização, a primeira grande lei é feita no fim do Governo de António Guterres e o segundo grande movimento decorre agora desde 2016. Na área dos meios financeiros, foi com revisões das leis de finanças regionais em 1998, 2007 e 2018, com Governos do PS, que as autarquias locais passaram a dispor de meios -- não digo necessários, nunca são -- mas equivalentes à dimensão das competências que lhes eram pedidas", defendeu.

Também presente na sessão, o secretário-geral adjunto do PS, João Torres, salientou que os socialistas conduzem os destinos da "maior parte das autarquias e do país" e têm responsabilidades acrescidas na resposta aos desafios que se colocam à democracia.

"Tenho plena consciência de que, se há algo que caracteriza o PS, é o seu caráter e dimensão interclassista e intergeracional. Manter este estatuto é a grande tarefa que temos entre mãos, para sermos bem-sucedidos precisamos muito dos que fazem democracia em proximidade", apelou.

Antes, a presidente da Associação Nacional de Autarcas do PS (ANA-PS), Isilda Gomes, deixou um rasgado elogio a Santos Silva pela forma como tem exercido o cargo de presidente do parlamento.

"Tens sido um baluarte na luta contra aqueles que, com o seu berreiro, querem dar a entender que são os maiores. Tens sabido pô-los no lugar, espero que continues a fazê-lo. Contamos contigo, porque defender a Constituição e os valores democráticos tem de ser uma prioridade do PS e dos que têm responsabilidades", apelou.

O PS lançou este sábado a Academia Socialista do Poder Local, destinada à formação de quadros e à reflexão política por parte dos autarcas deste partido e, no final da primeira sessão, que decorreu no Centro da Esquerda, em Lisboa, foi também lançado o livro "Meio Século do Poder Local: As Marcas do PS".

O livro, com edição da Caleidoscópio, é da autoria de Raul Lopes, António Mendes Baptista e Conceição Matos.
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24 set 2022 12h52
A líder do Bloco de Esquerda (BE), Catarina Martins, acusou este sábado o Governo de usar estudos para o novo aeroporto como "manobras" para uma "grande prenda à multinacional" francesa que comprou os aeroportos na altura do Governo de direita.

O Governo "agora diz que vai estudar outra vez, o que na verdade já está estudado, e todas estas manobras são, sobretudo, uma grande prenda à multinacional que comprou os aeroportos portugueses ainda no tempo do Governo do PSD e CDS-PP", acusou.

Catarina Martins reagiu assim, em declarações aos jornalistas, em Viseu, ao anúncio do Executivo, esta sexta-feira, da criação da comissão técnica independente para estudar a localização do novo aeroporto.

Segundo defendeu, "não há nenhuma novidade, a não ser aquilo que já se sabia", já que o Governo andou a dizer "durante tantos anos que tinha de ser no Montijo, que não podia ser outra coisa que não Montijo" e agora volta a estudar.

"Não querem fazer os investimentos que querem fazer no país, estão sempre à procura da solução mais barata e este adiar de tomar de decisões ou de querer tomar decisões do ponto de vista ambiental é inaceitável", apontou.

Neste sentido, defendeu que "sempre foram estratagemas para fazer a vontade à Vinci, que foi aquela empresa francesa que acabou por ficar com os aeroportos em Portugal" o que, no seu entender, "é um erro, Portugal precisava de ter, naturalmente, uma outra visão".

"Já se sabe, já há soluções, já houve estudos, enfim, é só atrasar mais porque a Vinci não quer gastar dinheiro", apontou Catarina Martins, à margem de uma visita a Viseu no âmbito do roteiro climático que o BE está a realizar.

Questionada sobre a reunião entre os líderes partidários do PS e PSD, a propósito do aeroporto, Catarina Martins disse que "não é novidade nenhuma", uma vez que "o PS, tendo maioria absoluta, foi claro, as negociações são com o PSD".

Neste sentido, disse que "não é a primeira vez, em momentos em que há um projeto que passa por ultrapassar uma crise através do empobrecimento de quem trabalha" se vê "PS e PSD sentados à mesma mesa" ou seja, "é sempre a mesma estratégia".

"Face a uma crise o que se faz? É empobrecer quem vive do seu trabalho, é fazer recair sobre quem vive do seu salário, da sua pensão, o peso da crise", acusou.

Ou seja, acrescentou, "o PS está a fazer este caminho e procura e procurará no PSD o conforto para este caminho e o PSD também sempre achou este caminho natural, sempre o defendeu", sublinhou.
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24 set 2022 11h34
O presidente do Conselho Europeu, Charles Michel, afirmou numa entrevista publicada este sábado ser a favor de que a União Europeia (UE) abra as portas aos cidadãos russos que são objetores de consciência e que ignoram o apelo do presidente russo, Vladimir Putin.

Numa entrevista ao jornal norte-americano Politico, o líder europeu afirma que o bloco tem de mostrar uma certa "abertura àqueles que não querem ser instrumentalizados pelo Kremlin".
"A União Europeia deve acolher aqueles que estão em perigo devido às suas opiniões políticas. Se as pessoas na Rússia estão em perigo pelas suas opiniões políticas, por não seguirem esta louca decisão do Kremlin de lançar esta guerra na Ucrânia, devemos ter isso em conta", disse Michel.

As observações de Michel surgem apenas dois dias antes de os "27" realizarem uma reunião de emergência a nível de embaixadores, em que se espera que sejam anunciadas novas medidas e sanções contra a Rússia devido à sua invasão da Ucrânia.
A possibilidade de a UE abrir as portas aos cidadãos russos surge num contexto em que o bloco acaba de concordar na suspensão do acordo de facilitação de vistos com a Rússia, depois da insistência de vários Estados.
Alguns membros da UE insistiram em suspender este acordo porque consideram pouco ético que enquanto Moscovo lança uma guerra na Ucrânia, cidadãos russos venham à Europa para viajar e passar as férias.

Numa outra entrevista, divulgada este sábado pela BBC, o Alto Representante da União Europeia (UE) para os Negócios Estrangeiros e a Política de Segurança, Josep Borrell, defendeu a necessidade de procurar uma "solução diplomática" para a guerra na Ucrânia que mantenha a "soberania e a integridade territorial" do país.
"Este é um momento perigoso porque o exército russo foi encurralado e a reação de Putin ao ameaçar utilizar armas nucleares é muito má", disse o chefe da diplomacia europeia à emissora pública britânica. Borrell salientou que a solução do conflito deve vir através da mesa de negociações: "Caso contrário, podemos acabar com a guerra, mas não alcançaremos a paz, porque teremos outra guerra", disse.   O diplomata acrescentou que a UE deveria continuar a apoiar o exército ucraniano e a aplicar sanções contra a Rússia, salientando ao mesmo tempo a sua preocupação com o aumento do custo da energia resultante da guerra.

"As pessoas no meu país dizem-me que o preço do gás significa que não podem continuar a trabalhar, não podem continuar a gerir os seus negócios", disse o político espanhol.
Borrell apelou a Putin para desempenhar um papel na evolução para uma solução negociada: "Para dançar o tango, são precisos dois", disse.
"Todos os que foram a Moscovo, ao Kremlin, para falar com Putin, voltaram com a mesma resposta: 'Eu (Putin) tenho objetivos militares e se eu não atingir esses objetivos militares, continuarei com a guerra'. Esta é certamente uma direção preocupante", sublinhou.
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24 set 2022 10h58
O chanceler alemão, Olaf Scholz, reiterou este sábado que o abastecimento energético para o inverno é seguro e salientou que o seu governo está a preparar medidas para baixar os preços do gás e da eletricidade.

"Quando vemos as imagens de guerra e ouvimos as notícias sobre a destruição e os mortos, sabemos que há também muitos outros campos de batalha", disse Scholz, referindo-se ao conflito na Ucrânia, no seu discurso semanal de 'podcast'.

Um desses campos de batalha é a crise alimentar causada pelo bloqueio das exportações de cereais e fertilizantes, ao mesmo tempo que outro é a garantia do abastecimento de carvão, petróleo e gás e da capacidade de produzir eletricidade.

"Hoje posso dizer que seremos certamente bem sucedidos", disse Scholz, referindo-se a esta última tarefa.

Uma questão adicional, porém, é o problema dos preços da energia, que "têm de descer", disse.

"Queremos assegurar que os preços da eletricidade sejam novamente reduzidos através da alteração do modelo de mercado. E queremos assegurar que os preços do gás baixem", acrescentou.

Para este fim, o governo alemão está em conversações com instituições europeias e vários fornecedores dispostos a exportar gás para a Alemanha.

Além disso, Scholz prometeu uma rápida implementação das medidas de auxílio anunciadas pelo seu governo para apoiar os cidadãos mais afetados pela crise e para as empresas que lutam para conseguir pagar os elevados custos da eletricidade.

Segundo dados do instituto de sondagens Civey publicados este sábado pelo jornal Die Welt, apesar dos elevados preços da energia, 58% dos alemães são a favor da imposição de novas sanções contra Moscovo, em resposta à organização de referendos sobre a integração na Rússia dos territórios controlados pelos russos na Ucrânia. Já 34% dos inquiridos eram contra e 8% estavam indecisos.
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24 set 2022 10h12
O fabricante japonês Toyota Motor anunciou o fim da produção na fábrica russa em São Petersburgo, suspensa há cerca de meio ano, devido a problemas de abastecimento e sanções desencadeadas pela guerra na Ucrânia.

A empresa, líder mundial no fabrico de motores por vendas, suspendeu as operações na única fábrica na Rússia a 4 de março devido à interrupção no fornecimento de materiais e componentes essenciais, mas manteve a força de trabalho no país em tarefas de manutenção em preparação para um possível reinício da produção.

"No entanto, após seis meses, não fomos capazes de retomar as atividades normais e não vemos qualquer indicação de que seremos capazes no futuro", disse a empresa, numa declaração.

A decisão "não foi tomada de ânimo leve" e agora é preciso rever e reestruturar as operações em Moscovo para "manter uma organização eficaz e continuar a prestar apoio à rede de vendas de modo a continuar a servir os atuais clientes da Toyota e da Lexus na Rússia", indicou.

A Toyota não só suspendeu a produção de veículos na Rússia em março, cerca de um mês depois da invasão russa da Ucrânia, iniciada a 24 de fevereiro, bem como também as importações para território russo, com impacto em outras atividades no país.

O fabricante de automóveis japonês acrescentou que vai ajudar os trabalhadores, que serão despedidos com a cessação da produção na federação, a encontrar para outros empregos, bem como na reconversão e no bem-estar, incluindo com assistência financeira.

Além da fábrica de São Petersburgo, a Toyota tem 168 pontos de venda e de serviço na Rússia.

A fábrica russa da empresa japonesa tinha capacidade para produzir 100 mil veículos anualmente e fabricava os modelos Rav4 e Camry, destinados principalmente para o mercado interno russo.

Em 2007, a Toyota começou a fabricar veículos na Rússia, onde produziu 80 mil veículos no ano passado.
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23 set 2022 19h44
Jerome Powell afirmou esta sexta-feira que a economia dos Estados Unidos poderá estar a entrar num "novo normal" após os impactos da pandemia da covid-19.

"Continuamos a lidar com um excecionalmente invulgar conjunto de disrupções", argumentou o presidente da Reserva Federal (Fed) num evento em Washington que contou com a presença de empresários.

No breve discurso de boas-vindas, Powell não abordou nem as perspetivas para as taxas de juro, que a Fed subiu em 75 pontos base na passada quarta-feira, nem as previsões económicas.

A terceira subida de 75 pontos nas taxas diretoras - o ritmo mais agressivo de endurecimento da política monetária desde a década de 1980 - visa combater a inflação que se encontra em máximos de décadas.

No discurso após o anúncio do aumento das taxas de juro, Powell frisou que a Fed continua determinada em controlar a inflação, mesmo que isso prejudique a economia.

Na reunião de quarta-feira foi indicado ainda que a Fed antecipa que as taxas de juro continuem a subir até final do próximo ano, aliviando apenas em 2024, e que a inflação apenas atingirá a meta dos 2% em 2025.
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23 set 2022 18h33
O primeiro-ministro António Costa anunciou esta sexta-feira que até ao final de 2023 o Governo terá não mãos o estudo de uma comissão técnica independente a indicar qual é a melhor localização para o novo aeroporto de Lisboa. 

O anúncio foi feito após uma reunião de cerca de uma hora com o presidente do PSD, Luís Montenegro, em São Bento, que também deu conta que "daqui a um ano será possível tomar uma decisão sobre a localização do novo aeroporto de Lisboa".  

O líder do PSD disse que o chefe do Executivo e o ministro das Infraestruturas, Pedro Nuno Santos, aceitaram as condições inscritas pelos sociais-democratas na carta enviada no início desta semana ao Governo. 
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23 set 2022 17h01
Irlanda, Polónia e os Estados bálticos querem que o novo pacote de sanções da União Europeia (UE) contra a Rússia abranja o banco da empresa energética Gazprom, segundo uma proposta divulgada esta sexta-feira pela agência espanhola Europa Press.

A proposta da Irlanda, Polónia, Estónia, Lituânia e Letónia é alargar a lista de entidades excluídas do sistema de ligação de transferências bancárias Swift ao Gazprombank, Alfa Bank, Rosbank e Tinkoff Bank.

Os cinco países querem também que a UE proíba a importação de diamantes e cigarros da Rússia, bem como o veto à colaboração com Moscovo no setor da energia nuclear.

A proposta foi apresentada no âmbito das negociações em curso de um novo pacote de sanções contra a Rússia por ter invadido a Ucrânia, em 24 de fevereiro deste ano.

Os cinco países pretendem também a proibição de serviços por companhias de seguros russas, bem como a proibição de importação pela UE de produtos derivados do gás de petróleo liquefeito.

Outro dos pontos incluídos no documento citado pela Europa Press é vetar a exploração, produção e distribuição com a Rússia de petróleo bruto, gás natural e outros combustíveis fósseis, bem como a construção de instalações, equipamento ou tecnologias ligadas à produção de eletricidade.

A proposta prevê também a proibição da compra de produtos imobiliários na UE a cidadãos e empresas da Federação Russa.

Os países da UE pretendem impor novas medidas restritivas a Moscovo, na sequência do anúncio da mobilização parcial da população, ameaças nucleares e referendos nas regiões de Donetsk, Lugansk, Kherson e Zaporijia.

As conversações prosseguirão este fim de semana, em Bruxelas, com vista a ter um primeiro texto no início da próxima semana, para ser discutido a nível de embaixadores na quarta-feira, acrescentou a agência espanhola.

A UE e países como os Estados Unidos, Reino Unido ou Japão têm decretado sucessivos pacotes de sanções contra interesses de Moscovo desde que a Rússia invadiu a Ucrânia, há sete meses.

Além das sanções, os aliados ocidentais têm fornecido armamento à Ucrânia, que permitiu às forças ucranianas realizarem uma contraofensiva nas últimas semanas.

Face aos reveses na Ucrânia, o Presidente russo, Vladimir Putin, anunciou, na quarta-feira, uma mobilização parcial que abrange 300.000 reservistas e ameaçou usar todas as armas, incluindo nucleares, em caso de ameaça à integridade territorial da Rússia.

A advertência de Putin inclui os territórios ucranianos da Crimeia, anexada em 2014, e de Donetsk, Lugansk, Kherson e Zaporijia, que iniciaram hoje uma votação sobre a integração na Rússia.

A Ucrânia e a comunidade internacional não reconhecem a legitimidade dos referendos em curso, que decorrem até 27 de setembro.

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23 set 2022 12h40
O Governo mantém a meta do défice deste ano nos 1,9%, mas revê em baixa a estimativa da dívida pública, segundo o Procedimento por Défices Excessivos (PDE), o reporte semestral que o INE faz a Bruxelas, com base nos números do Ministério das Finanças.

No reporte publicado nesta sexta-feira, 23 de setembro, a estimativa oficial do Ministério das Finanças deste ano continua a apontar para um défice de 1,9% - mesmo com os dados já conhecidos da execução orçamental e com várias entidades, como ontem o Conselho das Finanças Públicas, a apontar para uma folga considerável face à meta definida para este ano. 

A meta mantém-se apesar de o PIB nominal estimado para 2022 ter engordado para 230,5 mil milhões de euros, quando no reporte de março era de 227 mil milhões de euros. 

No entanto, Fernando Medina prevê agora fechar o ano com menos dívida do que o previsto. Segundo o PDE, a estimativa é agora de uma dívida pública de 118,9% do PIB, quando em abril o Ministério das Finanças apontava para 120,7%. 

INE sobe défice e PIB de 2021

No reporte a Bruxelas, o INE dá conta também dos dados provisórios das contas nacionais de 2021, piorando o saldo orçamental final. O défice foi superior em 0,1 pontos percentuais do PIB, ficando em 2,9% (6.215,5 milhões de euros).

A revisão, que corresponde a uma necessidade líquida de financiamento de mais 238 milhões de euros, deveu-se sobretudo à incorporação de dados revistos do Serviço Nacional de Saúde (SNS). 

Já a dívida bruta das Administrações Públicas diminuiu para 125,5% do PIB em 2021 (134,9% no ano anterior), acrescenta o INE.

Por outro lado, o INE divulgou esta sexta-feira também os dados finais do andamento do PIB em 2020 e os provisórios de 2021, mostrando-se mais otimista para os anos da pandemia. Em 2020 a economia caiu afinal menos 0,1 pontos percentuais (8,3%).

Em 2021, teve um crescimento mais expressivo - 5,5% (contra os 4,9% estimados anteriormente). Os dados do PIB do ano passado ainda são provisórios, sendo que os finais serão conhecidos apenas no ano que vem, por esta altura.
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