Notícias Jornal de Negócios

29 jun 2022 09h19
A inflação em Espanha, uma das maiores economias europeias, bateu em junho os 10,2%, indicam as estimativas rápidas do Instituto Nacional de Estatística espanhol. É o valor mais alto em 37 años, desde 1985, superando em ponto e meio os números de maio e o anterior máximo de março, nos 9,8%. Os combustíveis e os bens alimentares são os principais responsáveis pela subida.

O primeiro-ministro do país, Pedro Sanchez, assegura que as medidas do Governo espanhol permitem uma amortização do indicador em quatro pontos, indica o Expansion.


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29 jun 2022 08h41
Os 27 Estados-membros da União Europeia (UE) aprovaram na terça-feira à noite um plano que impede a venda de novos veículos movidos a gasóleo ou a gasolina a partir de 2035.

A medida pretende reduzir para zero as emissões de dióxido de carbono (CO2) dos automóveis novos a partir de 2035.

A pedido de alguns países, incluindo a Alemanha e a Itália, a UE concordou, contudo, em considerar dar 'luz verde' no futuro para tecnologias alternativas, tais como combustíveis sintéticos ou híbridos 'plug-in', se estas forem capazes de alcançar o objetivo de eliminar completamente as emissões de gases com efeito de estufa dos veículos.

A data de 2035, embora ainda não oficial, está em consonância com aquela preconizada pelo Parlamento Europeu e pela Comissão Europeia, com quem os países terão de negociar as regras finais.
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29 jun 2022 00h16
O Presidente angolano, João Lourenço, disse terça-feira que a relação com o seu antecessor é "boa" e que a justiça angolana não está a atuar contra a família dos Santos, mas sim contra a corrupção.

"É boa, durante este tempo tivemos vários encontros e quase sempre, quem se deslocou ao encontro com José Eduardo dos Santos fui eu. Eu é que sou o chefe de Estado e fui eu que me desloquei, isso é um sinal mais do que evidente de que as relações são boas", afirmou João Lourenço, questionado hoje sobre as relações com a família do seu antecessor numa entrevista da RTP África.

"(Mas) uma coisa são as minhas relações entre ele e eu, outra coisa  é a luta contra a corrupção, que não é contra pessoas, não é contra famílias, é contra quem estiver envolvido nesses casos, aí a justiça angolana andará atrás dessas pessoas ou famílias", complementou.

Desde que subiu ao poder, em 2017, substituindo no cargo José Eduardo dos Santos que, durante 38 anos governou os destinos de Angola, João Lourenço elegeu a luta contra a corrupção como principal bandeira, tendo surgido desde essa altura diversos processos judiciais contra familiares do ex-presidente ou seus antigos colaboradores, que alguns dizem tratar-se de uma justiça seletiva.

João Lourenço garantiu, na entrevista, que a justiça angolana está a agir a todos os níveis: "não está só à caça de ministros e ex-ministros, diretores e ex-diretores, a luta contra a corrupção está a cobrir todos os níveis da base até ao topo e quem está a fazer isso são os tribunais".

Sobre o processo de recuperação de ativos e repatriamento de capitais a partir do exterior, admitiu que os números estão ainda longe do que seria ideal e que "é quase impossível recuperar a 100%" o que foi desviado do erário público, mas, sublinhou, vai "continuar a trabalhar nesses sentido".

Negou que o sistema judiciário esteja em falência, salientando que fez. em quatro ou cinco anos. o que o país não fez em mais de quarenta anos de independência: "Nunca houve tanta liberdade dada ao sistema judicial para fazer justiça".

Sobre a utilização de meios postos à disposição da presidência da Republica para fazer campanha enquanto presidente do MPLA, que se candidata a um segundo mandato nas eleições gerais de 24 de agosto, rebateu as criticas, invocando exemplos de outras democracias, como os Estados Unidos, onde esta prática é habitual.

"Eu sou Presidente da República, utilizo viaturas, utilizo um avião que me leva a todo o sitio, acha que quando saio em atividade partidária devia deixar de usar esses carros, esses jipes, o avião? Eu acho que não, e não tenho de esconder essa forma de pensar", respondeu João Lourenço à jornalista da RTP que questionou o chefe de Estado sobre a utilização de meios na sua dupla qualidade de líder do governo e líder partidário.

João Lourenço apontou ainda o exemplo dos Estados Unidos, país onde o Presidente usa o Air Force One (avião presidencial) durante a campanha eleitoral.

Rejeitou também que não sejam dadas oportunidades e visibilidade nos meios de comunicação públicos ao líder do principal partido da oposição, a UNITA (cujo nome não referiu), afirmando que "o líder não fala por que não quer" e dizendo que se a televisão não tem a iniciativa de o convidar, deve ser ele a fazer esse contacto.

 

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28 jun 2022 23h41
O presidente angolano, João Lourenço, afirmou esta terça-feira nunca ter sentido a contestação da juventude em Angola, acusando "um partido da oposição" de mobilizar um pequeno grupo de jovens para cometer atos de vandalismo.

Em entrevista à RTP África, o chefe do governo angolano fez um balanço positivo do seu mandato, apesar de "dois anos quase mortos" devido à pandemia de covid-19, apontando o "bom ambiente de negócios", a luta contra a corrupção que "também está a correr bem" e a diversificação da economia como alguns dos pontos altos

Admitiu que "Angola não é um paraíso", tendo sofrido as consequências da pandemia e da crise económico-financeira mundial, e mais recentemente da guerra na Ucrânia, mas salientou aspetos positivos como a descida dos preços dos produtos da cesta básica, bem como o incremento de salários na função pública, garantindo que houve também recuperação de emprego graças à maior intervenção do setor privado, que tem vindo a conquistar terreno

Afirmou, por outro lado, que não conhece "contestação juvenil" em Angola, onde nunca se assistiu também a um movimento de coletes amarelos.

"O que temos vindo a assistir é a mobilização de um pequeno grupo de jovens, por um partido da oposição, que os leva a comete atos de vandalismos, e que não são representativos da juventude angolana", salientou João Lourenço.

"Não me parece que haja contestação da juventude angolana", reforçou o Presidente angolano, que também não vê "desilusão" entre esta camada social, realçando os investimentos feitos "a favor do povo angolano" e que foram para além das promessas que fez quando se candidatou pela primeira vez à presidência.

Prometeu, num segundo mandato (João Lourenço recandidata-se ao cargo nas próximas eleições gerais marcadas para 24 de agosto) continuar com grandes projetos, nomeadamente a melhoria da rede rodoviária nacional, luta contra a seca, eletrificação do país, um novo aeroporto para Luanda, o porto de águas profundas do Caio e a barragem hidroelétrica de Caculo Cabaça.

Seguindo o tema das eleições, assumiu que não há vitórias fáceis, mas afirmou que está a trabalhar "arduamente" para não entregar o poder a oposição e que não fica em Luanda à espera de milagres, saindo todos os fins de semana para as outras províncias

Um ritmo que terá até levado o Presidente português, Marcelo Rebele de Sousa a dizer para "não se cansar tanto" porque "não precisa", confidenciou, prometendo acelerar ainda  mais na fase da campanha eleitoral "para garantir que não há surpresas".

Mostrando-se otimista quanto a um segundo mandato e ao futuro de Angola, país em que a comunidade internacional "hoje tem mais confiança", rematou: "só vejo bons dias para Angola".

 

 
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28 jun 2022 20h52
Esta terça-feira, 28 de junho, o fundador da Prozis recorreu ao Youtube para esclarecer a sua posição sobre o aborto, na sequência da polémica que está a provocar o "post" que fez no LinkedIn - "It seems that unborn babies got their rights back in USA! Nature is healing!" ("Parece que os bebés por nascer recuperaram os seus direitos nos EUA! A natureza está a curar-se!"), escreveu Miguel Milhão naquela rede social, manifestando-se a favor da decisão do Supremo Tribunal dos Estados Unidos em revogar a lei do aborto.   No podcast "Conversas do Karalho", que foi criado pelo empresário para os funcionários da Prozis mas que, desta vez, foi aberto ao público, Milhão começou por apresentar-se: "Eu considero-me meio burro. Para meio burro, consegui fazer algumas coisas na vida: fundei uma empresa, tornando-a grande, fiz uma família, visitei 90 países, vivi em quatro sítios diferentes, tenho carta de barco e de avião, fiz Filosofia na universidade…", enfatizou, num "live" que chegou a ter mais de duas mil pessoas a assistir.   Explicando que só abriu o "Conversas do Karalho" ao exterior para "publicar" a sua "mensagem" contra o aborto, após ter sido surpreendido pela dimensão que a polémica gerou - "não estava à espera que tomasse estas proporções, que o pessoal fosse tão agressivo" -, desvalorizou o impacto que a mesma possa ter sobre ele e a Prozis.   "Não preciso de Portugal, a Prozis não precisa de Portugal"   "Eu não vivo aqui, não tenho nada a ver com Portugal, não preciso de Portugal, não preciso da Prozis, tenho recursos ilimitados", argumentou o empresário, que reside nos Estados Unidos, estando por estes dias em Portugal - "Cheguei no dia 15 e vou embora no sábado", sinalizou.   Por outro lado, afiançou "a Prozis não precisa de Portugal, é uma empresa internacional, será provavelmente a marca portuguesa mais conhecida fora do território. Vive do comércio exterior, 85% é exportação", realçou.   De qualquer forma, admitiu: "Se nós perdermos dinheiro, ou sofrermos por causa disso, é uma fatura que temos que pagar."   "Agora, não vamos ser manipulados por esta ‘mob’ [turba]. As minhas ideias são as minhas ideias, não são as da Prozis. A Prozis não tem ideias - é uma empresa que vive para produzir bens e serviços que tem como objetivo produzir lucro. É uma empresa privada, que tem acionistas, trabalhadores, parceiros, vários tipos de ‘stakeholders’, e todos eles têm opiniões diferentes", sublinhou.   E insistiu: "Não gosto desta ‘mob’, destes filhos da puta. Podem todos deixar de comprar na Prozis", desafiou. "Se matares o feto, matas tudo"   No vídeo em direto, de aproximadamente 44 minutos, Miguel Milhão afirmou que a sua posição sobre o aborto "nem sequer é religiosa, é ética", alegando até que, "quando estava a tirar o curso de Filosofia" foi "o único da turma a ser contra o aborto".   Sobre a polémica gerada, disse que o que mais o "repugnou" foi aquilo a que chamou "a ditadura das ideias, que é a pior ditadura que há. Para mim, isso é o princípio do fim das civilizações", considerou.   "Eu não ando por aí a perguntar: ‘Fizeste um aborto? Então vou destruir a tua vida. Não quero mulheres assim.’ Isto não tem lógica nenhuma."   "Eu sou contra o aborto e há aqui gente na Prozis que é a favor. E eu não ando aí a ver quem é a favor do aborto e dizer que a quero destruir, só por pensar diferente de mim", frisou o empresário, que recorrer a tabelas e gráficos para justifica a sua posição sobre o aborto: "O desenvolvimento da vida e a sua permanência é o conceito da vida humana. Na minha forma de pensar, matar um embrião ou matar um feto, ou um recém-nascido, ou a criança é a mesma coisa, não há diferença."   Considerando que "a vida" começa no momento da fecundação, atirou: "Se eu matar um idoso, o que é que lhe roubei? As experiências que ele ia ter até morrer de morte natural. E roubaria às outras pessoas a sua presença e a sua energia. Mas se matasse um jovem adulto, roubava muito mais experiências. Se eu matasse uma criança, roubar-lhe-ia aquilo tudo. E se matares o feto, matas tudo. Se roubares o embrião, matas isso tudo", rematou Milhão.   "Eu era um candidato fixe para o aborto"
Já em resposta a um comentário que o questionou sobre a sua posição em relação ao aborto em caso de violação, respondeu: "Se eu tivesse uma filha que tivesse sido violada, ou que a minha mulher tivesse sido violada, eu tentaria falar com ela e cuidava dessa criança. Não consigo sacrificar um inocente pelos crimes de um criminoso. Não consigo fazer essa cena", disse.   De resto, concluiu: "Já falei com a minha mulher sobre isso, mas não me lembro do que ela disse…"   Já em resposta a um comentário sobre a sua imagem, contou: "Nasci cego do olho esquerdo, a minha mãe era nova, tinha 19 anos, solteira, e eu era um candidato fixe para o aborto. Mas ela pensou diferente - na altura mandaram-na fazer e ela não fez, e aqui estou. Sei que estou a fazer um bom trabalho e não é por estar a salvar o mundo, é porque sei que ao meu redor as pessoas estão mais felizes. Isso é que é uma vida útil de serviço", observou.   Sobre a falta de metade da visão, detalhou: "Sou cego do olho esquerdo, não vejo um caralho, está todo fodido. Uma vez fui ao médico, que ficou 40 minutos a olhar para o interior do olho, e disse: ‘Eu nunca vi uma coisa destas. Isto é uma cena inacreditável.’"   Eis Miguel Milhão, o empresário que controla a Prozis, que é uma das maiores empresas de nutrição desportiva da Europa.
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28 jun 2022 20h31
A Turquia retirou o veto que estava a impedir a adesão da Finlândia e da Suécia à NATO. O presidente turco, Recep Tayip Erdogan, esteve reunido com o presidente finlandês, Sauli Niinistö, a primeira-ministra sueca, Magdalena Andersson e o secretário-geral da NATO, Jens Stoltenberg, durante mais de três horas em Madrid e após essa reunião terá aceitado receber os dois países na aliança.

Uma das razões pelas quais o veto foi retirado foi o entendimento do governo turco de que ambos os países estão a reprimir grupos curdos que o governo de Ancara vê como terroristas, nomeadamente através do reforço da legislação contra o "terrorismo" e a extradição de diversos ativistas curdos que foram acolhidos nos dois países do norte da Europa.

Os dois Estados escandinavos têm manifestado desde há vários anos apoio às Unidades de Proteção Popular (YPG), a formação armada dos curdos sírios e principal componente das Forças Democráticas Sírias (HSD), que Ancara acusa de ligações diretas ao Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK), considerado "organização terrorista" pela Turquia, União Europeia e EUA na sequência da rebelião armada curda no sudeste turco, iniciada em 1984.

A Suécia também possui uma importante comunidade curda e mantém tradicionais ligações políticas com esta corrente, mais intensas que a vizinha Finlândia. A Turquia censura Estocolmo por continuar a receber representantes da administração autónoma curda do nordeste da Síria e comandantes militares.

Ancara também pediu que os dois países escandinavos levantem o embargo às armas com destino à Turquia, imposto devido às incursões militares turcas na Síria para combater os militantes curdos e impedir a concretização da Rojava, o projeto de uma ampla região autónoma curda e eventual embrião de um futuro Estado.

Os três países já assinaram um memorando de entendimento durante a tarde desta terça-feira. O governo de Ancara tinha sido o única a levantar entraves à entrada dos dois países nórdicos, mas agora os 30 membros estão perto de dar um parecer positivo para o alargamento da NATO.

O próximo passo deverá ser uma reunião entre todos os membros, possivelmente até em Madrid onde a organização está reunida, para formalmente aceitar as candidaturas e iniciar as conversações sobre o processo de adesão. A possível entrada da Finlândia e Suécia marca uma mudança na política externa dos países ocidentais, após o início da invasão russa da Ucrânia.
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28 jun 2022 19h26
A Iniciativa Liberal apresentou esta quinta-feira um conjunto de proposta para "descomplicar" a vida das empresas, em concreto das PME.

Entre as iniciativas dos liberais estão medidas como a fusão da declaração mensal de remunerações à Autoridade Tributária e à Segurança Social, a passagem da declaração Modelo 30 de mensal para trimestral ou a isenção da obrigação de inventariação permanente de stocks.

"Precisamos de descomplicar Portugal", referiu a deputada da Iniciativa Liberal (IL), Carla Castro, citada em comunicado. A parlamentar defende "que o peso da burocracia e dos custos de contexto é enorme e os empresários, seja de que setor for, estão cada vez mais massacrados por esta visão socialista de (des)organização económica."

A IL apresenta o que chama de pacote "Descomplicar PME", que "visa diminuir perdas de tempo, de recursos financeiros e aliviar a pressão burocrática que quotidianamente recai sobre os empresários."

A unificação das declarações fiscais, através da fusão do documento de declaração mensal de remunerações (DMR) ao Fisco com a declaração para a Segurança Social, onde constam informações que se sobrepõem é uma das iniciativas que levam à discussão no Parlamento. "Esta simplificação permitirá que as empresas poupem milhares de horas mensais no preenchimento de declarações repetidas apenas para satisfazer diferentes entidades públicas", justificam os liberais.

Em termos de declarações, a IL propõe que a Modelo 30 passe de mensal para trimestral, "facilitando a vida a dezenas de milhares de pequenos negócios, que vão desde o alojamento local a transportes de passageiros em veículos descaracterizados."

Em matéria fiscal, a IL pretende ainda simplificar a devolução de IVA das dívidas de clientes de cobrança duvidosa, "já que as empresas pagaram antecipadamente ao Estado valores que provavelmente não irão receber", propondo também "a redução do prazo de apreciação do pedido de autorização prévia pela AT de quatro para dois meses", sendo que findo o prazo, "é considerado tacitamente deferido, ao contrário do que agora acontece".

Neste pacote, a IL apresenta ainda uma proposta para simplificar a obtenção de declaração de situação tributária regularizada

No comunicado divulgado esta terça-feira, o partido refere que pretende ainda que a "obrigação da utilização do sistema de inventário permanente não abranja as PME, considerando que a relação custo/benefício da utilização deste sistema face ao sistema de inventário intermitente deve ser avaliado por cada empresa e a decisão deve ser de cariz facultativo."

Os liberais garantem que não vão ficar por aqui. "Este é o primeiro de vários pacotes 'descomplicar', seguir-se-ão outros, em mais áreas, para simplificar e liberalizar o país", assegurou a deputada Carla Castro.


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28 jun 2022 18h50
Os médicos que estão acompanhar o estado de saúde de José Eduardo dos Santos na clínica Tekon, em Barcelona, tiraram esta quarta-feira o antigo presidente de Angola do coma induzido em que se encontrava.

Esta ação médica não teve os efeitos desejados. Eduardo dos Santos não despertou e manteve-se num coma que provavelmente poderá ser irreversível.

Todavia, segundo o Negócios soube, o coração do ex-chefe de Estado angolano ainda bate sem ajuda de qualquer tipo de máquina.

O antigo presidente angolano foi internado, no passado dia 23 de junho.

Eduardo dos Santos, de 79 anos, caiu na sua residência e só 15 minutos depois é que a família se deu conta do acidente, sendo que durante este período terá estado com pouco oxigénio.

José Eduardo dos Santos registou três paragens cardíacas e caso sai da coma em que se encontra é previsível que fique com sequelas resultantes deste quadro adverso.
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28 jun 2022 16h53
As pensões pagas em julho vão ser sujeitas a uma nova tabela de retenção na fonte, por forma a evitar que o aumento extraordinário de até 10 euros por pensionista determinado pelo Orçamento do Estado para 2022 e que agora começa a ser pago, não acabe por ser absorvido pela retenção na fonte.

A nova tabela, constante de um despacho assinado pelo secretário de Estado dos Assuntos Fiscais (SEAF), foi publicada esta terça-feira em Diário da República e aplica-se aos residentes no continente e Açores - Madeira têm tabelas próprias.

Já o valor correspondente aos retroativos a janeiro, que serão também pagos em julho, será "objeto de retenção na fonte autónoma, não podendo, para efeitos de cálculo do imposto sobre o rendimento das pessoas singulares (IRS) a reter, ser adicionados às pensões dos meses em que são pagos ou colocados à disposição", lê-se no despacho. Na verdade, se o valor fosse simplesmente somado, acabaria por conduzir a uma taxa de retenção na fonte muito elevada. Assim sendo, determina o despacho do SEAF, a taxa de retenção a aplicar aos retroativos é a que corresponder ao valor das pensões referentes ao mês em que aqueles são pagos ou colocados à disposição.

As novas tabelas preveem, assim, uma subida de 10 euros nos primeiros patamares de rendimento em que há lugar a retenção. Se até agora o primeiro escalão se fixava nos 710 euros, em julho passa para os 720 euros. E igual aumento acontece nos seis escalões seguintes.

"Todos os escalões das tabelas de retenção na fonte até 2,5 vezes o indexante dos apoios sociais (IAS) foi atualizado em 10 euros. Esta atualização tem como objetivo evitar que os pensionistas com pensões até 1.108 euros subam de escalão de descontos, apenas por causa do aumento extraordinário de pensões", explicou o Ministério das Finanças em comunicado.

É já a segunda vez este ano que as tabelas de retenção na fonte dos pensionistas são alteradas. Em fevereiro tinha também já ocorrido uma mudança, igualmente para impedir que a atualização regular das pensões pudesse levar a uma subida na taxa de retenção do IRS e fazer com que, no final do mês, o pensionista recebesse menos dinheiro.

A nova tabela pode ser consultada aqui.
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