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18 junho 2013 08h08

Bolsas asiáticas em queda em dia de reunião da Fed

As bolsas asiáticas, que iniciaram a semana em terreno positivo, com os investidores à espera da decisão que sairá da reunião da Reserva Federal dos Estados Unidos em relação aos estímulos à economia, registaram hoje, terça-feira, um recuo de 0,3%, naquele que é o primeiro de dois dias de reunião do banco central norte-americano.
 
O índice regional MSCI Ásia Pacífico recuou 0,3% para 132,02 pontos, revertendo os ganhos do início da sessão de 0,3%. Cerca de seis cotadas registaram quedas para cada cinco que subiram. O índice regista uma queda de 1,8% este mês, fruto das preocupações em torno da falta de apetite por mais estímulos, por parte dos bancos centrais.
 
“Iremos observar uma contínua volatilidade devido à preocupação em torno de que a Reserva Federal possa começar a retirar os estímulos”, afirmou Daphne Roth, do ANB Amro Bank. “Retirar os estímulos será uma preocupação para as empresas que procurem financiamento. A liquidez está algo apertada na China. O governo chinês não está a apostar no crescimento da concessão de crédito. É muito difícil numa altura em que eles tentam diminuir a bolha imobiliária e o excesso de capacidade de outras indústrias”.
 
A decisão da Reserva Federal norte-americana (Fed) em relação às medidas de estímulo à maior economia do mundo têm vindo a ditar a evolução das bolsas nas últimas semanas. A reunião entre os seus membros irá ocorrer esta semana e é na quarta-feira que o presidente, Ben Bernanke, irá anunciar se, afinal, haverá um doseamento das medidas de estímulo aos Estados Unidos.
 
Nas grandes praças asiáticas registaram-se subidas e descidas. Do lados das perdas estiveram o índice australiano, que registou uma queda de 0,9%, o de Hong Kong, que depreciou 0,6%, e o japonês Nikkei, que recuou 0,2% para 13.007,28 pontos, depois de ter estado a ganhar 0,8%. Do lado das subidas estiveram o Topix, que avançou 0,15% para 1.086,40 pontos, o índice de Taiwan que subiu 0,3%, e o índice da Coreia do Sul, que apreciou também 0,3%.