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29 abril 2013 07h33

Carlos Silva: UGT quer reaproximação à CGTP

O novo secretário-geral da UGT afirmou, em entrevista à agência Lusa, que a UGT vai começar a solicitar audiências aos parceiros sociais, partidos políticos, Presidente da República e primeiro-ministro para apresentar as conclusões do seu XII congresso que se realizou a 20 e 21 em Lisboa.
 
"Vamos apresentar as conclusões do nosso congresso e as posições que a UGT entretanto for assumindo. Em relação à CGTP iremos também discutir de que formas é que poderemos estabelecer o diálogo entre as duas centrais sindicais", disse Carlos Silva.
 
O sindicalista salientou que a convergência se constrói, por isso será preciso algum tempo para as duas centrais sindicais se reaproximarem e aprofundarem o relacionamento, tendo em conta que os últimos tempos foram de afastamento.
 
"Da parte da UGT há vontade para promover a convergência, vamos aguardar os desenvolvimentos nesse sentido", disse.
 
Na opinião do líder da UGT, os trabalhadores portugueses "sentir-se-ão melhor respaldados quando os que os representam se unirem".
 
"Estou convencido de que os trabalhadores ficarão melhor defendidos quando as duas centrais sindicais se conseguirem entender em torno do mesmo objectivo e construir a convergência na ação, quer seja em termos nacionais, quer seja em termos sectoriais", afirmou.
 
Carlos Silva salientou que ninguém sabe "o que aí vem" e, por isso, admitiu a possibilidade de os trabalhadores e os pensionistas terem de se envolver num protesto geral conjunto.
"Pode haver a necessidade de união em torno de um objectivo comum: a defesa do Estado Social ou o protesto contra o violento ataque aos direitos dos trabalhadores, nomeadamente os direitos dos trabalhadores da administração pública", defendeu.
 
O sindicalista considerou que os trabalhadores da administração pública têm sido transformados no "bode expiatório da crise", nomeadamente através das medidas de redução da despesa pública previstas no Orçamento do Estado para este ano.
 
"Nas políticas fiscais todos os trabalhadores têm sido atingidos, mas os trabalhadores da administração pública têm sido as principais vitimas dos cortes, nomeadamente na remuneração", concluiu.