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14 maio 2013 17h43

Cavaco espera que Governo cumpra promessa de não penalizar pensionistas

“A informação que me foi dada é que tudo será feito para não penalizar novamente os pensionistas. Este grupo tem sido duramente atingido nos nosso país. E já não tem hipóteses de encontrar um novo rumo”, salientou Cavaco Silva à margem da entrega dos Prémios BIAL 2012, no Porto.
 
“Há limites de dignidade que não podem ser ultrapassados. Devemos respeitar os que trabalharam ao longo de toda a sua vida e têm expectativa de uma vida digna. Espero que seja cumprido [o que foi dito]: que tudo, tudo será feito para que não voltem a ser penalizados os pensionistas”, salientou.
 
Questionado sobre o que considera ser esse “limite”, Cavaco Silva respondeu ser “a dignidade das pessoas". "Os que fizeram descontos criaram expectativas e já não podem começar um novo rumo. Não é justo que assistam à destruição das expectativas” construídas ao longo da sua vida, acrescentou.
 
Os jornalistas perguntaram qual a razão para convocar o Conselho de Estado, ao que o Presidente respondeu: “há um tema que comecei por abordar no discurso do 25 de Abril, na Assembleia da República, que é decisivo para o nosso futuro, para a criação de emprego, para o crescimento da economia, combate ao desemprego e melhoria do bem-estar. Esse tema faz parte da agenda do Conselho Europeu que vai ter lugar em Junho”, durante os dias 27 e 28.
 
Neste encontro Portugal vai debater estes assuntos com os parceiros europeus. “Considerei que era importante ouvir reflexão dos conselheiros [de Estado] sobre matéria de relevância para Portugal, e também para obter indicações para a posição portuguesa a ser defendida pelo Governo português”, acrescentou.
 
“Não teve nada a ver” com o Conselho de Ministros deste fim-de-semana, ou com as notícias sobre divergências dentro do Executivo. “O Governo já há algum tempo tinha anunciado medidas para a redução da despesa, mas nenhuma medida foi tomada” efectivamente. “O que foi dito é que haverá um diálogo” entre o Governo, partidos da oposição e parceiros sociais. E só “depois será apresentada a lei, ou as diferentes leis, à Assembleia da República para saber se aprova ou não e depois é que chegará ao Presidente da República”, afirmou.
 
Cavaco rejeita desta forma que tenha convocado os conselheiros de Estado para se reunirem na próxima segunda-feira, dia 20 de Maio, como resposta às medidas anunciadas pelo Executivo ou devido a algum risco de ruptura no seio do Governo.