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13 maio 2013 13h07

CDS-PP/Madeira diz que partido deve sair da coligação se avançar taxa sobre pensões

"Se, alguma vez, a taxa sobre as pensões e reformas vier a ser aplicada, o CDS da Madeira defende que o CDS nacional saia do Governo da República, pois há limites para tudo e não podem ser os mais velhos, alguns a viverem com enormes dificuldades, a pagarem a factura da dívida e das más governações do país e da Madeira nos últimos anos", afirmou José Manuel Rodrigues.
 
Numa conferência de imprensa no Funchal, José Manuel Rodrigues referiu que, "por imposição da 'troika', o PSD no Governo da República continua a tentar impor uma taxa sobre as pensões e as reformas dos portugueses mais velhos", mas o CDS, "e bem, opõe-se a tal medida que ultrapassaria a fronteira da justiça social".
 
"Ontem [domingo], nas negociações com a 'troika', para fechar a sétima avaliação e Portugal receber a tranche de dois mil milhões de euros, a taxa sobre pensões e reformas deixou de ser obrigatória e passou a ser facultativa, isto é, se o Governo conseguir medidas e receitas alternativas, a taxa não será aplicada", declarou o dirigente centrista, considerando que "é isso que agora se exige ao Governo e aos ministros do PSD e do CDS".
 
Para o responsável, "patriotismo é defender os interesses nacionais mas, em primeiro lugar, é defender os interesses e os direitos dos portugueses, neste caso, dos três milhões de portugueses mais velhos que dedicaram uma vida de trabalho ao seu país que pagaram impostos e descontaram para a Segurança Social e que têm direito agora à sua pensão e à sua reforma".
 
Na iniciativa, José Manuel Rodrigues fez-se acompanhar dos vice-presidentes da estrutura regional do partido, o deputado na Assembleia da República Rui Barreto, o líder parlamentar na Assembleia Legislativa da Madeira Lopes da Fonseca, a vice-presidente do parlamento regional Isabel Torres e o deputado Mário Pereira.
 
O Conselho de Ministros reuniu-se domingo para confirmar as condições necessárias ao fecho da sétima avaliação.
 
Uma fonte do Governo disse à Lusa que o CDS-PP "aceitou excepcionalmente" que "pudesse vir a ser considerada a introdução de uma contribuição de sustentabilidade sobre as pensões".
Anteriormente, apontou uma outra fonte do executivo, "estava previsto que o Governo se comprometia a tomar a medida da TSU dos pensionistas", mas, em Conselho de Ministros, o executivo comprometeu-se em adoptar a medida "como último recurso" e apenas "se for necessário".
 
A 05 de maio, o presidente do CDS-PP, Paulo Portas, disse não concordar com a nova contribuição sobre pensões e adiantou que o Governo ia negociar com a 'troika' para encontrar medidas de redução da despesa do Estado equivalentes.