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14 maio 2013 16h56

Consórcio da Galp paga 95 milhões de euros por quatro novos blocos no Brasil

A Galp Energia ganhou esta terça-feira, num leilão que decorre no Brasil, quatro novas concessões petrolíferas, para a exploração de quatro blocos situados no “offshore” brasileiro, e pelos quais o consórcio da Galp, que integra ainda a Petrobras e a BG, vai pagar um prémio de assinatura de 251 milhões de reais, o equivalente a mais de 95 milhões de euros.
 
Na bacia de Barreirinhas, no “offshore” da região Norte do Brasil, a Galp, através da Petrogal Brasil (10% do consórcio), aliou-se à Petrobras (40%) e à BG (50%), repetindo o alinhamento de parceiros que exploram actualmente o campo Lula (o antigo Tupi, na bacia de Santos), onde a Galp tem um interesse de também 10%.
 
Num dos sectores em licitação nesta bacia, localizado em águas profundas, o consórcio da Galp ganhou os três blocos a que concorreu, oferecendo 29,4 milhões de reais pelo bloco 300, 79,8 milhões de reais pelo bloco 342 e 126 milhões de reais pelo bloco 344, segundo informou a Agência Nacional de Petróleo do Brasil (ANP).
 
No total, por estes projectos em águas profundas, a Galp, Petrobras e BG irão desembolsar 235,2 milhões de reais, quase 90 milhões de euros, em bónus de assinatura relativos às concessões destes três blocos “offshore”.
 
Num outro sector da mesma bacia, mas em águas rasas, o consórcio da Galp manifestou interesse em dois blocos, tendo ganho um deles ao apresentar um bónus de assinatura de 15,8 milhões de reais (cerca de 6 milhões de euros).
 
Estas quatro concessões vêm somar-se a outras quatro que a Galp havia ganho horas antes no mesmo leilão, mas dessa vez numa parceria em partes iguais com a Petrobras e em blocos terrestres. Nesses primeiros quatro blocos ganhos no leilão a Petrobras e a Galp ofereceram propostas com prémios de assinatura de 22,3 milhões de reais, aproximadamente 8,5 milhões de euros.
 
O leilão da ANP, que ainda está em curso, reuniu o interesse de dezenas de companhias petrolíferas, incluindo algumas das grandes multinacionais do sector. As licitações poderão estender-se até esta quarta-feira.