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10 maio 2013 13h45

Construção em Portugal continua a perder força e recua 23,7% em Março

A actividade da construção continua a agravar-se em Portugal. Nos últimos três meses, o desempenho tem sido cada vez mais negativo quando comparado com o ano anterior.
 
O índice de produção no sector da construção, que mede o volume de produção no curto prazo no País, deslizou 23,7% em Março face ao mesmo mês do ano anterior.
 
Esta é a maior quebra em, pelo menos, um ano, de acordo com o destaque disponibilizado pelo Instituto Nacional de Estatística (INE) esta sexta-feira, 10 de Maio. Em Fevereiro, a variação tinha-se ficado por uma descida de 21,4%.
 
Os dois segmentos de actividade em que está dividido este índice contribuíram para a quebra com “variações homólogas negativas expressivas”. Por um lado, o índice construção de edifícios recuou 21,9% em Março, ao passo que a engenharia civil resvalou 25,2% no mesmo mês. Ambos marcaram as maiores descidas homólogas dos seus indicadores no espaço de pelo menos um ano.
 
Portugal continua a ser bastante afectado pela crise da dívida na Europa e pela implementação de medidas de austeridade que pesam no desempenho económico do País. Com a economia a manter-se recessiva, o número de edifícios a ser construído é reduzido. Do mesmo modo, as obras de engenharia, como estradas ou pontes, também estão em quebra, nomeadamente porque o investimento estatal em obras públicas segue praticamente congelado.
 
O INE também revela esta sexta-feira os índices relativos ao emprego e às remunerações pagas no sector. O emprego caiu 19,5% no mês em análise, melhorando 0,3 pontos percentuais face ao mês homólogo. Já as remunerações pagas pioraram face a Fevereiro, com uma diminuição de 16,3%, mas não registaram uma variação tão negativa como em Janeiro.
Na análise em cadeia, que compara cada mês com o mês anterior em vez de com o mesmo mês do ano antecedente, o sector da construção continua em terreno negativo. O índice de produção decresceu 4,4%, tendo apenas cedido 0,6% em Fevereiro. É necessário recuar até Novembro para observar uma evolução tão negativa. O índice da construção de edifícios caiu 4,3% nesta análise ao passo que a engenharia civil decresceu 4,4%.