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29 maio 2013 08h04

ESFG fechou primeiro trimestre com prejuízos de 13,1 milhões

O Espírito Santo Financial Group registou prejuízos de 13,1 milhões de euros no primeiro trimestre deste ano, o que compara com lucros de 2 milhões de euros no mesmo período do ano passado, anunciou a “holding” que controla o Banco Espírito Santo.
 
“Estes resultados reflectem os desafios enfrentados principalmente pelo BES e as medidas tomadas para os mitigar, nomeadamente o reforço da carga de provisionamento para crédito durante o período, um aumento de 25,6% no provisionamento para crédito e a continuação da desalavancagem do seu balanço”, justifica o ESFG em comunicado. Também o BES fechou o primeiro trimestre no vermelho, com prejuízos de 62 milhões de euros.
 
As operações de seguros contribuíram positivamente para o resultado líquido total da ESFG, sendo que o lucro individual da Tranquilidade desceu 23,9% para 9,5 milhões de euros.
A companhia assinala que no ramo não-vida, onde opera através da Tranquilidade, BES Seguros e LOGO, a quota de mercado da companhia desceu para 10,2% no primeiro trimestre, “permanecendo o segundo maior grupo segurador em Portugal nesta área”. Somando o ramo vida, a ESFG é o segundo maior grupo segurador em Portugal com uma quota de mercado conjunta de 21,5%.
 
O produto bancário da ESFG subiu 8,1% para 524,3 milhões de euros, enquanto o resultado financeiro caiu 23,5% para 236 milhões de euros.
 
Os custos operacionais aumentaram 3% para 633,9 milhões de euros, um aumento que o ESFG justifica com o aumento das provisões do BES. Os custos com pessoal e outros gastos administrativos caíram 3,8% para 296,9 milhões de euros, tendo os cortes nos custos com pessoal sofrido a queda mais intensa (9,3%).
 
O rácio Core Tier 1 subiu para 10,3%, de acordo com os critérios do Banco de Portugal e para 9,6% de acordo com os critérios da Autoridade Bancária Europeia (EBA, na sigla em inglês), “excedendo confortavelmente os requisitos mínimos do Banco de Portugal (10,0%) e da EBA (9,0%)”, assinala o ESFG.
 
A ESFG controla 73,6% da Bespar, que por sua vez controla 35,3% do BES.