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30 abril 2013 13h43

Grupo Espírito Santo está a preparar-se para entrar na Colômbia

O Grupo Espírito Santo quer entrar na Colômbia. O processo ainda está numa fase preliminar mas o objectivo do administrador Pedro Caldeira da Silva será estar a operar dentro de um ano.
 
A intenção de internacionalizar-se para o país sul-americano, que esteve no centro mediático há duas semanas aquando da viagem de Cavaco Silva e da comitiva de empresários à Colômbia, foi revelada pelo membro do conselho de administração do Espírito Santo Financial Group, “holding” que detém o BES, numa entrevista ao jornal colombiano de economia “La Republica”, publicada na passada sexta-feira, 26 de Abril.
 
“Actualmente estamos num processo inicial no qual ainda temos que ver qual é a nossa melhor opção para começar a concorrer na Colômbia, se através da banca de investimento se da banca comercial. Contudo, o que é certo é que estamos muito interessados em chegar ao país e acreditamos que vamos ser muito bem-sucedidos”, adiantou Caldeira da Silva à publicação sul-americana, num artigo intitulado “Espírito Santo, outro banco estrangeiro que entrará na Colômbia através da banca de investimento”.
 
Ainda não há nenhuma data para que a operação aconteça. “Mas esperamos que seja rápido, oxalá pudéssemos estar a operar dentro de um ano”, disse o administrador do ESFG.
 
Actualmente, refere a mesma fonte ao jornal colombiano, o que o grupo está a fazer é acompanhar as empresas portuguesas que querem entrar na Colômbia através da cedência de financiamento.
 
Operação tem "lógica"
 
A notícia no jornal colombiano é hoje comentada na nota de “research” da unidade de investimento da Caixa Geral de Depósitos que considera que “qualquer operação deste tipo será sempre de reduzido montante, portanto pouco significativa em termos da estrutura de capital do banco ou da sua rentabilidade no curto prazo”.
 
Segundo o site oficial, o BES encontra-se já na América do Sul, mais precisamente no Brasil, onde tem uma subsidiária em São Paulo, cidade em que tem também um escritório, a par do que existe no Rio de Janeiro. Neste país, o BES detém ainda uma participação financeira no Bradesco. Ainda naquela região do globo, há uma sucursal do BES na Venezuela. Já o ESFG tem ainda o ESB Panamá e o BES Investimento do Brasil.
 
Para o analista André Rodrigues, do CaixaBI, toda esta operação “deve ser entendida como lógica face à entrada de um conjunto cada vez maior de empresas nacionais no mercado colombiano”.
 
Há duas semanas, o Presidente da República Cavaco Silva realizou uma viagem de visita à Colômbia e ao Peru com uma comitiva de dezenas de empresários, que a aproveitaram para fomentar negócios nos dois países da América Latina ou para iniciar contactos com vista à internacionalização.