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14 junho 2013 12h39

Jerónimo: "Como é que há tanto dinheiro nesse Rectificativo para swaps e PPP" e não há para os subsídios?

António José Seguro foi o primeiro deputado da oposição a criticar Passos Coelho por não proceder ao pagamento integral e imediato do subsídio de férias. Mas o secretário-geral do PCP fê-lo com uma acusação que o próprio reputou de grave. “Tem que pagar já, na medida em que se não o fizer, entenderemos isso como uma tentativa de vingança sobre os trabalhadores e reformados e em relação ao Tribunal Constitucional, que repôs a legitimidade do pagamento do subsídio de férias em Junho
 
Depois de Passos Coelho assegurar que o subsídio seria efectivamente pago, mas em Novembro (ou Dezembro, para os pensionistas), Jerónimo de Sousa rebateu o argumento de que não há verba. “Como é que há tanto dinheiro nesse Orçamento Rectificativo para as ‘swaps’, para as PPP, para um perdão ao Banif”, questionou. “Para esses nunca falta dinheiro, para pagar o que a lei manda, para isso já não há dinheiro?”, prosseguiu. “Aí está de forma crua a natureza e as opções deste Governo”, apontou.
 
Também Heloísa Apolónia sustentou que o não pagamento integral do subsídio de férias ocorre porque o Governo “não quer. É por incompetência, por vingança, é por teimosia”, acusou. Também Catarina Martins, coordenadora do Bloco de Esquerda, lembrou que a lei impõe o pagamento do subsídio este mês, de forma integral, lembrando que várias autarquias estão a pagar dessa forma e “estão a pagar bem”.
 
O líder parlamentar do PSD, Luís Montenegro, acusou a oposição de não referir que os funcionários que auferem até 600 euros, tal como os pensionistas (que neste caso são 90% do total) vão receber o subsídio de férias este mês e na totalidade. A proposta do Governo para o Parlamento prevê que só os funcionários com salário acima de 1.100 euros não recebam subsídio de férias em Junho, mas apenas em Novembro (os pensionistas recebem em Dezembro).