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10 julho 2013 21h25

João Semedo: "Não acredito que o PS venha agora dar a mão a uma coligação caduca e decadente"

João Semedo, líder do Bloco de Esquerda, acusou hoje o Presidente da República de reconhecer as fragilidades da actual coligação governativa, mas não tomar a decisão de convocar para já eleições antecipadas que permitiriam acabar com este Governo.
 
Em reacção ao discurso de Cavaco Silva, João Semedo afirmou que o Presidente da República traçou um “quadro negro” para o cenário de convocação de eleições antecipadas e se “resignou perante a vontade da troika, banqueiros e partidos que o elegeram”
 
Semedo destacou a “fragilidade das convicções democráticas do Presidente da República”, pois no seu entendimento, não há melhor do que ouvir a voz dos portugueses. A recusa deste cenário é mais “crítica pois [Cavaco Silva] reconhece as fragilidades políticas do actual governo, chegando ao ponto de chamar ao PS para a solução”.
 
Cavaco Silva recusou convocar eleições antecipadas para já, pedindo um “compromisso de salvação nacional” entre os principais partidos para que as eleições possam decorrer em Junho de 2014, quando terminar o programa de ajustamento.
 
“Não acredito que o PS, que tem vindo a sublinhar uma política de oposição a este governo, venha agora dar a mão a coligação caduca e decadente”, disse Semedo, considerando que as palavras do Presidente da República “não configuram uma solução para a crise política”.
Para Semedo, o “principal erro” de Cavaco Silva “é considerar que as políticas do memorando vão conseguir resolver os problemas do país e acabar com a espiral recessiva”.