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09 julho 2013 09h52

Juros da dívida recuam pela quarta sessão consecutiva mas ainda sofrem "efeito Portas"

As taxas de rendibilidade associadas aos títulos da divida pública portuguesa estão a registar quedas pela quarta sessão, com a “yield” a 10 anos a resvalar 10,3 pontos base para 6,824%, um valor superior aos 6,720% registados no fecho de 2 de Junho, o dia da demissão de Paulo Portas.
 
Dado que a demissão do antigo ministro dos Negócios Estrangeiros só foi noticiada às 16h00, é importante ter em conta os valores atingidos pelas “yields” no dia 3 de Junho, onde a taxa chegou aos 8,106%, tendo terminado o dia nos 7,465%, valores muito superiores aos que se registam hoje, passados quase cinco dias.
 
Os investidores voltaram a impulsionar o preço das obrigações, pressionando os juros implícitos. Hoje, e nas restantes maturidades, as “yields” das obrigações portuguesas estão também em queda, algo que é comum por toda a Europa.
 
No prazo mais curto (dois anos), a descida da “yield” é de 5,6 pontos base para 5,126%. A cinco anos, a queda é mais acentuada, de 19,3 pontos base para 6,163%.
 
O acordo que viabiliza a sobrevivência do Governo, que carece ainda da aprovação do Presidente da república, foi bem recebido pelos investidores. Mas só o tempo e o cumprimento dos objectivos do programa de assistência financeira permitirão recuperar a confiança dos investidores na dívida portuguesa, abalada pela crise política desencadeada com a demissão de Paulo Portas.
 
Nos periféricos a tendência é igualmente de alívio, com a “yield” da dívida espanhola a 10 anos a ceder 0,9 pontos base para 4,669%. Em Itália, o juro das obrigações com a mesma maturidade cai 3,9 pontos base para 4,338%.
 
Na Alemanha, a tendência também é de queda, com a “yield” a 10 anos a recuar 1,1 pontos base para 1,687%.