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13 maio 2013 13h03

Letta ameaçou demitir-se após comício de Berlusconi

Berlusconi acusou os magistrados de tentarem eliminá-lo politicamente, isto depois de ter visto negado o recurso que apresentou sobre a sentença que foi proferida e que ditou quatro anos de prisão para o ex-primeiro-ministro italiano, num caso de fraude fiscal.
 
As acusações foram proferidas num comício, na cidade de Brescia, e que contou com a presença de outros membros do Partido da Liberdade, como Angelino Alfano, que é o actual ministro do Interior. Alfano terá também proferido duras palavras sobre os magistrados, o que não foi bem recebido por Enrico Letta.
 
“Acontecimentos como Brescia são inaceitáveis e não podem ser repetidos porque os efeitos negativos são maiores do que a capacidade do Governo permanecer junto”, afirmou o porta-voz de Letta, Gianmarco Trevisi, aos jornalistas, citado pela Reuters.
 
“Letta repetiu que não estava preparado para manter o Governo a qualquer custo”, acrescentou.
 
O jornal italiano “Corriere” adiantou que os dois partidos de coligação chegaram a um acordo sobre a não participação em comícios ou aparições na televisão até às próximas eleições.
 
“A decisão que tomámos é criar uma regra” para que os membros do Governo com o “compromisso de estar fora de eventos político-partidários” até “à campanha” das eleições locais, afirmou Letta, citado pelo jornal italiano.
 
Letta considerou esta decisão de “bom senso”, salientando que são precisas “regras” para que seja possível trabalhar em conjunto. O primeiro-ministro adiantou que não vai falar mais sobre este caso.