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16 maio 2013 14h45

Líder da bancada do PSD diz que questão com Abreu Amorim foi tratada "internamente"

"Foi um assunto que tive ocasião de tratar na reunião da direcção do grupo parlamentar na terça-feira e está resolvido desde esse dia", declarou Montenegro aos jornalistas à saída da reunião do grupo parlamentar social-democrata.
 
Questionado sobre a forma como o assunto foi resolvido, o líder da bancada respondeu: "Está resolvido internamente porque creio que é uma questão interna da direcção do grupo parlamentar".
 
"O grupo parlamentar e o PSD não partilham das críticas, isso já ficou muito claro antes ainda desse momento, e o assunto está encerrado internamente", acrescentou, perante a insistência dos jornalistas no tema, sem explicitar de que forma a matéria foi tratada com Carlos Abreu Amorim.
 
O vice-presidente da bancada parlamentar do PSD Carlos Abreu Amorim defendeu na semana passada que "o tempo político de Vítor Gaspar terminou" e que o governo deve ponderar a sua substituição.
 
"Vítor Gaspar restabeleceu a confiança dos mercados e teve sucesso nas suas políticas de voltar a inserir Portugal nos mercados financeiros mas, neste momento, eu julgo que o país precisa de uma nova etapa neste combate tremendo à crise económica financeira e social em que estamos e que o tempo político de Vítor Gaspar terminou", afirmou à Lusa Carlos Abreu Amorim, à margem do início da apresentação dos candidatos do PSD às juntas de freguesia de Gaia.
 
Após estas declarações, o vice-presidente do PSD, Jorge Moreira da Silva, considerou-as, "inaceitáveis, "incorrectas" e "ineficientes".
 
"Quero em nome do PSD lamentar estas declarações e esperar que o Dr. Abreu Amorim tenha condições para explicar qual era a intenção, na medida em que essas declarações são, do ponto de vista dos princípios, inaceitáveis, do ponto de vista estratégico, incorrectas e, do ponto de vista eleitoral, ineficientes", salientou Jorge Moreira da Silva.
 
Luís Montenegro remeteu ainda para o debate em plenário a posição do PSD sobre o projecto de resolução do PEV que recomenda a divulgação e o estudo da Constituição da República Portuguesa na escolaridade obrigatória.
 
O líder da bancada do PSD adiantou contudo considerar "perfeitamente normais" as declarações ao jornal i do presidente da comissão parlamentar de Assuntos Constitucionais, Fernando Negrão (PSD), segundo as quais a Lei Fundamental é um texto datado, de forte carga ideológica, o que poderá ser "excessivo" para um primeiro contacto dos alunos.