Voltar
22 maio 2013 11h18

Manuel Fino sai da administração mas quer manter participação de 70% na Soares da Costa

O empresário Manuel Fino afirmou hoje que vai manter a sua participação de perto de 70% na construtora Soares da Costa, mesmo depois de abandonar a presidência do grupo, no final do mês.
 
"Eu vou manter a participação que sempre tive, uma participação de cerca de 70%", disse o empresário, em declarações à agência Lusa.
 
Na assembleia geral agendada para o dia 30 de maio, o empresário vai abandonar a presidência do grupo, sendo substituído por António Gomes Mota no triénio 2013-2015, de acordo com a proposta apresentada pela Investifino.
 
Sobre a probabilidade de entrada de um parceiro internacional no capital da construtora, Manuel Fino garantiu que desconhece essa situação, sustentando que tal poderá dar-se através da compra de acções da Soares da Costa em bolsa.
 
"Não sei se vai entrar algum novo parceiro. Podem comprar acções na bolsa, mas não sei dizer quem é que pode entrar", disse.
 
No âmbito do acordo para a reprogramação do endividamento bancário, a construtora está a preparar um aumento de capital num valor igual ou superior a 25 milhões de euros.
 
Em 2012, a construtora registou uma quebra de 8% no volume de negócios, para 802 milhões de euros, passando de lucros a prejuízos de 35 milhões de euros.
 
Manuel Fino adiantou ainda à Lusa que a "holding" Investifino, vocacionada para investimentos financeiros em Portugal, com principal foco na Soares da Costa, vai manter essa mesma aposta no mercado nacional.
 
Isto apesar de a economia portuguesa se encontrar numa "situação embaraçosa", e de o empresário aguardar com "expectativa" como o país vai "resolver" a situação de resgate e viver depois da passagem da "troika".
 
"A economia portuguesa está numa situação embaraçosa, como toda a gente sabe, mas vamos ver como é que nós resolvemos esta situação do resgate financeiro, pois nós e a economia estamos dependentes disso", disse Manuel Fino, em declarações à agência Lusa.
 
Questionado sobre o futuro do país após o período "pós troika", Manuel Fino afirmou que tem "muita dificuldade" em tornar-se optimista, perante a situação que o país vive nesta altura.
 
"Eu gostaria de ser optimista, mas tenho muita dificuldade em ser um optimista nesta altura", disse à Lusa.