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02 julho 2013 23h43

Marques Mendes diz que Portas se "precipitou" e não prestou um bom serviço ao país

Paulo Portas apresentou o seu pedido de demissão do cargo de ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros a Pedro Passos Coelho, tendo o primeiro-ministro anunciado esta terça-feira que não pediu a exoneração do ministro ao Presidente da República.
 
Em declarações ao canal televisivo SIC, Marques Mendes afirmou que "as pessoas estão todas perfeitamente confusas com tudo isto" e que "foi aberta uma crise política e a crise está adiada, não está resolvida".
 
"Percebo até razões que vi alegadas por Paulo Portas, a de que se devia aproveitar a oportunidade para uma refrescadela, uma orientação diferente, algumas mexidas diferentes (...), mas não entendo que o não acolhimento disso por parte do primeiro-ministro signifique a sua demissão, que é a abertura de uma crise política", criticou.
 
O social-democrata foi peremptório: "acho que Paulo Portas se precipitou, não prestou um bom serviço nem a ele próprio, nem à coligação, nem ao seu partido, nem ao país".
 
Para Marques Mendes, nas últimas 48 horas, houve várias coisas no país "perfeitamente anormais".
 
"Eu não compreendo a demissão do ministro das Finanças anterior, Vítor Gaspar. Acho um exemplo de irresponsabilidade", começou por dizer.
 
Na opinião do social-democrata, o ex-ministro "pode ter razão em muitas coisas, mas alguém que em dois anos pede a demissão três vezes não é uma pessoa responsável, sobretudo naquela área".
 
Paulo Portas apresentou hoje o seu pedido de demissão ao primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, que, contudo, não o aceitou, para já.
 
Paulo Portas referiu, num comunicado, que a decisão é "irrevogável" e justificou-a com a discordância na escolha de Maria Luís Albuquerque para a pasta das Finanças, depois da saída de Vítor Gaspar, na segunda-feira.
 
Numa declaração ao país, Pedro Passos Coelho comunicou a intenção de esclarecer as condições de apoio político ao Governo de coligação com o CDS-PP e o sentido da demissão do ministro Paulo Portas.