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03 junho 2013 17h30

Ministro da Economia apela a empresários que ajudem a combater desemprego jovem

Álvaro Santos Pereira falva na conferência 'Apostar no Futuro: Reindustrialização e Emprego', organizado pelo Health Cluster Portugal e que decorre esta tarde na Fundação Champalimaud.
 
"É importante que nós não nos esqueçamos dos nossos jovens, é importante seguir o exemplo de António Champalimaud que, quando criou esta fundação, foi por um princípio muito claro de responsabilidade social", disse o ministro.
 
É necessário que "haja responsabilidade social por parte dos nossos empresários e nos ajudem a combater o desemprego jovem", acrescentou Álvaro Santos Pereira na sua intervenção.
 
"Se queremos dar um futuro aos nossos jovens, se queremos dar futuro aos nossos filhos, se queremos que o setor da saúde tenha um futuro cada vez mais promissor, é fundamental conseguirmos fazer com que os nossos filhos fiquem em Portugal, que os nossos jovens altamente qualificados fiquem em Portugal", afirmou.
 
"Por isso mesmo, gostaria também que o vosso sector, além de usar os créditos fiscais para terem um investimento e para poderem investir já este ano", incorporasse nesse investimento "vários instrumentos que temos já ao vosso dispor para reter e contratar jovens com alto potencial", apontou.
 
Santos Pereira relembrou que a saúde já exporta mais do que o vinho, defendendo que este crescimento tem de "continuar esta tendência", salientando também ser importante que outros sectores, como o do próprio vinho, continuem a aumentar.
 
"Claramente que este sector tem que continuar a ter uma dinâmica muito própria, uma dinâmica muito forte", sublinhou.
 
"Se este é o momento do investimento, este também é o momento em que temos que assegurar que este investimento é feito e que há meios financeiros para o fazer", afirmou o ministro.
 
Nesse sentido, Álvaro Santos Pereira citou os créditos fiscais aprovados em Conselho de Ministros há cerca de 10 dias, afirmando esperar que este pacote fiscal "seja aproveitado por muitas das empresas presentes" na conferência, já que os incentivos também foram pensados para a área da saúde.
 
Santos Pereira defendeu ainda a necessidade das empresas fazerem consórcios para entrar em mercados internacionais.
 
"Quando as nossas empresas querem internacionalizar-se, conquistar mercados mundiais, é fundamental muitas vezes jogar em equipa e, por isso, uma série de instrumentos financeiros, fiscais e legislativos estão a ser ultimados para que possamos exactamente impulsionar a criação de consórcios", quer para a parte internacional, quer para as empresas ganharem escala.
 
O ministro escusou-se a responder a questões dos jornalistas à saída da conferência.